Publicado por: hungrygoat | Novembro 10, 2009

Gostei do Quadrucci, mais um do Leblon

Vai um pão quentinho?Se tem uma coisa que posso ser acusado é de favorecer determinado lugar. Não um restaurante, pois geralmente sou muito chato, mas o bairro do Leblon, no Rio. O Leblon não tem a badalação das ruas de Ipanema, mas tem um charme de bairro, de relacionamento bem legal. Só da Rua Dias Ferreira eu já escrevi umas cinco vezes aqui no blog (Sushi Leblon, Sawasdee, Manekineko, Zuca, …. Quadrucci agora).

O Quadrucci fica ao lado do Zuca (na esquina do Sushi Leblon), logo as comparações são inevitáveis. São dois restaurantes bem legais, agradáveis e com proposta e público bem parecidos. Fui no Quadrucci no último domingo, com o restaurante vazio, mas sem cara de desânimo.

Couvert simples, mas funcional, o pão integral quentinho foi uma boa entrada, sem exageros. Na hora de escolher os pratos, fiquei decepcionado com a falta de conhecimento sobre os pratos do garçom, que não sabia sugerir um prato, nem explicar os ingredientes. Ponto negativo. O atendimento, aliás, apesar de despreparado foi sempre atencioso.

Isso é um QuadrucciO cardápio é bem interessante, com opções clássicas italianas com boas opções de variações e algumas “invenções” interessantes. Fui no peito de marreco pq gosto de invenções e não me decepcionei. A carne estava muito boa, com bom molho e um suflê de couve flor muito saboroso. Na sobremesa, o mini fondue de chocolate é uma sugestão interessante, mostrando que um pouco de criatividade na hora do doce ajuda.

O Quadrucci, enfim, vale a pena, tem bom gosto e, ainda não tinha falado, um ótimo ambiente. Com alguns ajustes no staff, pode se tornar um campeão, mas já é uma boa opção de valor numa região cheia delas.

Notas:

Ambiente: 4/5
Serviço: 2,5/5
Pratos: 4/5
Sobremesa: 4/5

Nota Final: 7,3 -  pode ir sem medo

 Preço: $$$ e ½ / 5

Publicado por: hungrygoat | Novembro 5, 2009

Top restaurants in New York City

from the cool site Epicurious

Epicurious made another polemic list of New York’s top restaurants, featuring some of the coolest places around. Although I don’t know many places (and I’m happy I’d have to come back to NY to check them out), I think the research was very interesting, so I’m sharing here with you guys:

Start spreading the newsEveryone’s a food critic in New York, but no one knows where to eat. Too many places open and close. Some are hot for a month and then vanish, inexplicably, like a one-hit-wonder pop singer. But a few dozen restaurants do find a groove, and a regular audience, and never need course correction. These are the perennials, the safe bets, the treasured top picks. And, thankfully, there are eateries to match all needs: high-end celebrity chef dining destinations (good luck spotting Thomas Keller or Jean-Georges Vongerichten), budget-sensitive noodle shops, sexy hot spots that never lose their luster (reservations are a must), cozy local favorites, and the classics–where you can find authentic, no-kidding-around lox and bagels, pastrami on rye, or steak. We’ve selected only places that have proven their culinary chops and long-term reliability.

Some of the selected restaurants are: Per Se, Jean Georges, Le Bernardin, Fatty Crab and Balthazar.

Continue…

Publicado por: hungrygoat | Novembro 4, 2009

Ten worst dining trends of the last decade

from Marcelo Katsuki excellent blog and originally from Chicago Tribune

worsttrends

Foaaaaaamm

Decades from now, when you reflect on what dining was like during the fledgling years of the 21st century, on a good day you will picture a heartening trend toward comfort food in the wake of Sept. 11 and a well-meaning push toward locally sourced menus.

But on a bad day, when someone asks what the worst restaurant trends of that first decade were, will you be able to shut up? One restaurant type cracked: “As long as we’re not naming names, I’ll talk. Because now that you ask this, specific chefs and self-important restaurants are coming to mind.”

Then there were those who, like It Boy and New York chef David Chang, when asked to name the worst trends of the decade, simply blurted: “The Cheesecake Factory. The Kobe beef movement was stupid — it was never meant to be a burger! Sliders are stupid too. Sorry, I mean to say ‘a trio of sliders’ is stupid. What else? Walls of wine bottles as decoration. The steakhouse craze — why does there need to be more than a couple of steakhouses in any metropolitan area?”

Then, when his outrage subsided, Chang made an excellent point: “Bad trends were usually good trends. They just got watered down into a really bad, overdone trend.”

Which, in a way, is precisely how Tanya Steel, the editor-in-chief of Epicurious (epicurious.com), saw the decade unfolding: “The beginning and the middle were just the height of obnoxiousness, very reminiscent of the 1980s — you call ahead for a table and they tell you ‘5:30 or 10:30′ though there are 10 empty tables at 8 p.m. There were restaurants, especially here in New York, that refuse to list a phone number or have the name of the place outside. I would say the second part of the decade didn’t begin until September 2008, when the economy meant no one could afford to act like that now.”

“Worst trend?” said Tim Zagat, co-founder of the Zagat restaurant survey. “Buying wine to show off. It’s not new but it got out of hand with Wall Street types this decade. If you spend $100 on a bottle now, you’re exhibiting some degree of stupidity.”

What follows are the 10 worst restaurant trends of the decade, culled from interviews with chefs, consultants, even the owners of a food bookstore in Maine. I couldn’t include every gripe — mache, water sommeliers, organ-meat entrees, unisex bathrooms, bacon tattoos on chefs, over-flaunted kitchen burns, chefs tables (“usually they’re done as an afterthought, and it shows”) — but here’s what leaped out, in order of annoyance:

Continue here: http://bit.ly/13dGay

Hoje eu acordei com saudade de Brasília… deve ser pq acordei com 30 graus na cabeça aqui no Rio, sem nenhuma possibilidade de ir à praia após feriado e lembrei que na Capital, apesar do calor seco do dia, de noite sempre faz um friozinho bom e convidativo à boa comida.

Varanda ou Pátio?Nessa lembrança de lugar agradável, impossível não citar a varanda (ou pátio, sei lá o nome técnico disso) do Villa Tevere, na 16 Sul. Um restaurante despretencioso, que nunca figura na lista dos melhores da cidade, mas que chega bem perto sem nenhum esforço e com muito charme. O Villa não é pra quem quer badalação, nunca foi o lugarzinho da moda, mas deve ter uma altíssima taxa de fidelidade dos Clientes. Eu devo ter ido lá umas dez vezes enquanto morei no Planalto Central.

O ambiente também não fica atrás nas mesas “de dentro”, onde você pode ter a sorte de uma música ao vivo (geralmente jazz de ótima qualidade) bem do seu lado. O segundo andar fica devendo um pouco, então tente concentrar seu foco (eu digo, reserva) no primeiro andar.

Boa comida italiana no Vila TevereServiço sem frescuras, mas com muita qualidade complementam um menu italiano consistente, com excelentes opções de massas e carnes. Os risottos do VT são excelentes, mas eu juro que ainda conto pros donos que vem muita comida nos pratos e que eles podem economizar um pouco na quantidade… mas o clima de casa italiana é garantido na fartura, eu acho.  A carta de vinhos é limitada, porém atende perfeitamente à ocasião.

O Villa Tevere está sempre cheio, nunca lotado, mas vale a pena reservar. A quadra é uma das mais legais de Brasília e fica bem pertinho do Sudoeste, pra servir de referência aos novos candangos. Como uma das melhores opções de comida italiana na cidade, com a calma de uma segunda-feira à noite, é um lugar que vale a pena.

Notas:

Ambiente: 4/5
Serviço: 4/5
Pratos: 4/5
Sobremesa: 4/5

Nota Final: 8,0 -  e sem nenhum defeito

 Preço: $$$ / 5 – preço bom para a qualidade do lugar.

Publicado por: hungrygoat | Outubro 27, 2009

Já que o assunto é Porcão… qual o melhor restaurante da rede?

Se você procura informações sobre o processo de licitação do Porcão Rio’s, seu lugar é aqui ou aqui.

Se você quer saber qual o melhor restaurante da rede Porcão no Brasil, seu lugar é aqui mesmo. Infelizmente vou limitar minhas análises às unidades que conheço: Porcão Rio’s, no Aterro do Flamengo, recentemente envolvida numa batalha judicial pela licitação de aluguel do imóvel, Ipanema, Belo Horizonte, Brasília e Barra. Eliminadas por falta de conhecimento as unidades da Ilha e de Niterói.

Ambiente:

Barra: cara de churrascaria normal com preço alto não valeA coisa mais importante de uma churrascaria rodízio (ou espeto corrido, como falam no Sul) é exatamente não se parecer uma churrascaria. Lugar mais desagradável do mundo é um salão enorme com cheiro de carne, confusão e buffet à la Vegas. A rede Porcão não segue uma linha muito clara na ambientação das suas unidades. Em Ipanema e na Barra, você tem a sensação de estar num Pampa Grill (no offenses) sofisticado. Teto baixo, sem vista, local fechado e mesas dispostas uniformemente diante de um grande salão, that’s what I’m talking about. Os caras conseguiram fazer um excelente trabalho em BH, cidade dos Horizontes, com uma vista sensacional e um lugar muito bonito também por dentro. Na unidade Rio’s, a vista do Pão de Açucar e o movimento do Santos Dumont deve valer uns R$ 100 mil de aluguel, sem brincadeira e até em Brasília a vista do Lago é sensacional.

Notas para Ambiente:

Brasília: 4
BH: 4,5
Rio’s: 5
Ipanema: 2,5
Barra: 2,5

Serviço:

Brasília tem vista bonita, mas fica muito cheio muito cedoNesse quesito, mais uma vez, Less is More. Os economistas vão me matar, mas eu queria só ir ao Porcão quando está mais vazio. Aí o atendimento é uma beleza. Qual a carne você prefere? De que jeito? Qual garçom? etc. etc. A rede Porcão, de fato, tem bom atendimento, mas algumas casas lotam mais que as outras, perdendo um pouco em qualidade. Acontece:

Notas para Serviço:

Brasília: 3 – lota todo almoço
BH: 4
Rio’s: 3,5 – lota domingo
Ipanema: 4
Barra: 4

Pratos:

A picanha de BH é quase perfeita. Assim como a vista.Não tem diferença. Os caras são tipo o Mc Donald’s das churrascarias, o Big Mac, quero dizer, a Picanha, é excelente em todas as unidades, mas estranhamente tem um gosto especial no Porcão Rio’s. Talvez por ser a maior casa da rede, mas vale a pena ir lá só pra comer essa tal de picanha? Eu gosto muito de carne, então pra mim valeu a pena.

Notas para Pratos:

Brasília: 4
BH: 4
Rio’s: 4,5
Ipanema: 4
Barra: 4

Sobremesa:

A garota de Ipanema também tem que comer sobremesa velha do carrinhoEu não gosto do carrinho de sobremesas de ontem do Porcão. Sério, parece aqueles forninhos de restaurante de beira de estrada que você pode dar sorte de pegar a empadinha de ontem ou azar de pegar o quibe da semana passada. Nem as bananas flambadas com estilo me seduzem. Prefiriria uma picanha com chocolate, mas sou bode e como coisas estranhas mesmo.

Nota 2 pra todo mundo.

Avaliação final:

notas porcão

O grande campeão: Porcão Rio's, até quando, hein?Tendo sido muito cruel com a nota da sobremesa, o Porcão ficou com um 6,8 como nota final. Bom pra aprender a cobrar caro e ir bem do início ao fim. A boa notícia é que vale muito a pena ir em BH e na unidade Rio’s, enquanto que as outras perdem um pouco do charme.

porcao-rios-2Em um novo capítulo na justiça, a mudança do imóvel do Aterro do Flamengo, onde fica o Porcão, foi novamente adiada.

A 6ª Vara da Fazenda Pública do Rio concedeu uma liminar a favor do Porcão afirmando que a empresa Garcia & Rodrigues encontra-se com diversas irregularidades em relação  a Impostos, PIS, Cofins, etc. e que nunca poderia ter sequer participado do processo de licitação.

Aguardem novos e quentes capítulos.

Publicado por: hungrygoat | Outubro 26, 2009

Classic Series: Os Ícones de cada cidade

legendsBem, esse post é uma introdução a um debate interessante: qual é o restaurante ícone da sua cidade e pq? O que faz do lugar uma referência, uma unanimidade? Qual o diferencial de lá?

Pra começar, queria opiniões de 3 cidades: Brasília, BH e Rio. Será que os brasilienses acham que o La Chaumière, do mestre Severrãn é um ícone ou preferem a tradição do Piantella? Em BH, vamos de Bolão, já que a cidade é de bar? E no Rio, cheio de tradições… quais são os ícones? Tem um ícone pra cada bairro? Pra cada situação?

Enfim, está iniciado o debate…

Publicado por: hungrygoat | Outubro 26, 2009

Toque de classe no Fasano al Mare

Tem restaurantes que são feitos para impressionar quem visita, outros ganham a simpatia pela simplicidade do lugar, mas poucos conseguem se encaixar perfeitamente no ambiente que estão, criando um clima de perfeição entre o lugar e o próprio restaurante.

Fasano al Mare

Fasano al Mare

No ponto mais legal da Praia de Ipanema, pertinho do Arpoador, decidiu-se que o Rio ganharia um hotel que não seria imponente igual ao Palace de Copacabana, mas que teria a cara de Ipanema, falsamente despretencioso, cheio de estilo próprio… aí surgiu o Fasano.

Como não estou aqui para falar do hotel, fui ao Fasano al Mare quase que por acaso. Queria ir ao Baretto Londra, um dos lugares mais legais da noite carioca, apesar do estilo inconfundivelmente “girlie” dos DJs e do altíssimo preço dos drinks. O Londra tem público próprio e, pelo tamanho reduzido do lugar que contrasta com sua constante lotação, parece estar bem satisfeito com a mistura.

Enfim, também não estou aqui pra falar da balada, então fui ao Fasano pq o Londra ainda não estava cheio. O atendimento, que já tinha experimentado no Gero, foi sensacional. Tudo perfeito como deveria ser. Excelente carta de vinhos, acompanhada de um jantar sensacional, sem defeitos. O ambiente é muito legal, com algumas mesas grandes com o pessoal confraternizando entre amigos e tudo que chega na mesa mostra o capricho da cozinha.

Mousse de chocolate

Mousse de chocolate

Na sobremesa, mais uma surpresa agradável, até que enfim alguém no Brasil se importa em servir o doce tão bom quanto os pratos. Ponto muito positivo para o Fasano. Opção quase única de ambiente e comida de nível mundial no Rio, o Fasano se destaca por entregar exatamente o que se propõe. Com o estilo de Ipanema, claro. O Fasano serve de exemplo para outros tantos que já visitei, onde os caras acham que se você comeu um bom pato, ou qualquer outro prato, não vai querer uma boa sobremesa depois. Ou se contentar com o cafezinho meia-boca de máquina supostamente italiana. Aprendam no Fasano.

Contato:
Av. Vieira Souto, 80
Reservas: +55 21 32024000
rio@fasano.com

Notas:

Ambiente: 4,5/5
Serviço: 5/5
Pratos: 4,5/5
Sobremesa: 4,5/5

Nota Final: 9,3 -  medalha de Ouro!

 Preço: $$$$$ / 5 – preço de acordo com a nota.

Publicado por: hungrygoat | Outubro 7, 2009

Kojima, o japonês peruano pernambucano de Brasília

Tenho notado uma ligeira insistência minha em falar sobre restaurantes asiáticos e japoneses aqui no blog. Desde agosto já falei sobre o Mok Sakebar, Sushi Leblon, Nam Thai, Sawasdee e Manekineko do Rio. De New York já escrevi sobre o Buddakan e o Soto.

Shakemaki de nirá

Shakemaki de nirá

Apesar da quantidade, estava “passando batido” por Brasília, cidade com poucas opções na cozinha oriental, mas com algumas casas tradicionais, como o Nippon da Asa Sul. Resolvi então começar pelo novíssimo Kojima, já que é melhor indicar uma novidade que é sucesso há dez anos em Recife.

Fui no Kojima no dia seguinte à inauguração. A parede vermelha do segundo andar ainda cheirava a tinta e os garçons eram todos importados da capital pernambucana. Como já conhecia a casa de Recife, não tive grandes dificuldades em saber as especialidades no menu bem completo que eles oferecem. O Shakemaki de Nirá é um exemplo de comida excelente do lugar. Fiquei naturalmente decepcionado por não ter opção de comprar uma garrafa de sake e tive que pagar dolorosamente as 5 doses que tomei. Não sei se mudaram isso, como o garçom falou que fariam, mas deveriam.

As entradas são excelentes, bem servidas e servem ao propósito de incentivar o risco nos pratos principais. O Kojima não é lugar de sushi e sahimi, tem que arriscar. Pode escolher o Prato da Boa Lembrança que vai ser ótimo, já experimentei 2 diferentes. Na sobremesa, mais uma vez, não me inspirei muito e pela primeira vez vou reclamar de muita atenção no serviço: a preocupação pelo lançamento da casa fazia com que os garçons explicassem, orgulhosamente, cada coisa da casa, cada detalhe do prato. Iniciativa legal, mas não tive tempo pra conversar muito durante o jantar.

Banana com farofa na sobremesa

Banana com farofa na sobremesa

O Kojima vale a pena pq é algo diferente pra Brasília, sai do tradicional e não é extremamente caro. Ótimo concorrente pro Nippon e pro Original Shundi, as opções tradicionais da cidade.

Kojima Brasília
406 sul Bloco C Loja 13
Tel: +55 61 34430118

Notas:

Ambiente: 4/5
Serviço: 4/5
Pratos: 4/5
Sobremesa: 3/5

Nota Final: 7,5

 Preço: $$$$ / 5 – mais barato que o Shundi, mais caro que o Nippon

Publicado por: hungrygoat | Outubro 5, 2009

Menu degusta…sono no Mok Sakebar

Na última quarta-feira o Mok Sakebar promoveu uma noite para comemorar o Dia do Sake (que seria no dia seguinte) com o renomado chef  Shin Koike, do Aizomê de São Paulo. A agradável casa da Dias Ferreira não estava lotada na “sessão” mais concorrida da noite, que começava às 22 horas, sinal que o preço de R$ 220 por pessoa não tinha sido bem digerido (ou divulgado?) para o paladar do carioca.

Noite de Shin Koike no Mok Sakebar

Noite de Shin Koike no Mok Sakebar

O menu começou com uma beringela frita com missô doce, uma entrada neutra, que não causa nenhuma comoção. Passamos então para uma outra entrada de ostra à milanesa, que começou a mostrar as habilidades do chef, seguida do excelente Unagui e foie gras grelhado, que para mim foi o melhor prato da noite. Nesse momento já era servido o primeiro sake premium da noite, uma excelente opção.

Depois disso foram servidos dois sashimis, igualmente ricos e bem preparados, mas a falta de preparação da casa para receber um evento daquele porte já se fazia evidente. Recebemos o segundo prato de sashimi antes do primeiro, o que causou o desconforto de ter que cobrar o garçom (“sabe aquele prato da mesa ao lado? pois é, eu não recebi…”). O tempo de espera entre os pratos estava muito alto, cerca de 30 minutos entre cada prato que se tornavam uma eternidade quando havia algum problema adicional no serviço.

Ambiente legal no Mok Sakebar

Ambiente legal no Mok Sakebar

Vieram os dois pratos principais, um namorado confit em azeite perfumado (excepcional) e  uma costeleta de cordeiro que, infelizmente, seja pelo sono ou pela falta de vontade com o serviço, ficou muito abaixo da proposta da noite. Os sushis foram servidos à 1 da manhã, quando já “acumulávamos” 3 horas de menu degustação. O sake não filtrado final foi o ponto alto das bebidas, mesmo com todas as excelentes opções de drinks que a casa proporciona (parabéns ao barman)

Sakê não filtrado pra ficar acordado (foto exemplo)

Sakê não filtrado pra ficar acordado (foto exemplo)

Tive que pedir um café para acompanhar a sobremesa e saí do Mok quase às 2 da manhã. Na mesa ao lado um casal quase dormiu no final. Na mesa grande na minha frente algumas reclamações, principalmente porque tinham pessoas mais velhas, que provavelmente não tem o mesmo saco que eu para esperar 4 horas por uma refeição completa. Mais uma vez, a certeza que o bom serviço ajuda muito na boa vontade com o paladar.

Falando em serviço, lembrei de uma história que li num livro do João Havelange sobre as Olimpíadas de 36 em Berlim (sim, as do nazismo). No dia da final do atletismo, Hitler entregou as medalhas na primeira competição do dia e foi alertado pelos organizadores da competição que não deveria entregar as medalhas, ou teria que fazê-lo para todos os atletas. Ele então parou de comparecer ao pódio olímpico e o evento foi conhecido pelo mundo como um caso flagrante do racismo do ditador contra os vencedores negros americanos. A história de cima serve pra ilustrar uma impressão de um leigo: o chef Shin Koike passou e conversou com várias mesas no local e deve ter ficado sem tempo para falar com todo mundo, até pelos atrasos nos pratos, mas não ter falado com todas as mesas (não passavam de 15) gerou comentários nos “excluídos”, um fato que poderia ter sido evitado. Eu mesmo queria perguntar pra ele várias coisas sobre os ingredientes e saí sem as informações. Fatos da vida, vamos às notas:

Notas:

Ambiente: 4/5
Serviço: 2/5 – sorry, mates
Pratos: 4/5
Sobremesa: 3/5

Nota Final: 6,5 – não valeu o preço.

 Preço: $$$$½ / 5 – caro.

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