Porque o Nigiri é um lixo de restaurante. (Nigiri BH = lixo) (Nigiri BH sucks), entendeu Google?

Eu poderia arrumar doze mil, quatrocentos e setenta e nove palavrões para descrever este patético restaurante japonês.

Antes que eu comece a receber de volta toda esta mágoa, todo o ódio que tenho no coração, devo ressaltar que meus argumentos são puramente técnicos, objetivos e baseados na minha vasta experiência em… comer. Em pagar para comer. Em frequentar lugares que são feitos para, além de um indireto entretenimento, alimentar pessoas que pagam para uma porção de comida, geralmente feita por profissionais e, especialmente, servida por profissionais.

Está na palavra profissionais minha primeira discordância em classificar este recinto como restaurante. Profissionais são pessoas que, ao receber determinado pagamento, prestam algum serviço, criam valor através de produção ou auxiliam alguma empresa a produzir algo ou algum serviço. Vamos ilustrar meus genéricos comentários:

CENA 1) Cheguei ao restaurante, num sábado, às 21:00 (entenda-se: horário de pico) e o mesmo encontrava-se, como diria a previsão do tempo: parcialmente vazio. Sentei-me à mesa e, após pedir o menu e a explicação de como funciona o sistema da casa, o indivíduo que deveria ser o garçom me entrega dois papeis de cores diferentes com a seguinte frase: “tem essas opções, se uma pessoa pedir diferente, não pode comer da outra”. Aaaaaaaaah, começamos a entender a raiva aqui, não é? Vamos dar um replay nas frases: “Como funciona o sistema da casa?” – resposta: “tem essas opções” (QUAIS?) (OS PAPEIS?) (EU TENHO QUE LER, VOCÊ NÃO PODE FALAR?) (É UMA CHARADA?) “…se uma pessoa pedir diferente (DO QUÊ?), não pode comer da outra (CARA$@ˆ, WTF?) sabe quando vc vai no bandejão da faculdade e pode pegar uma carne? Lá a comida custa R$ 1, tá ligado? E na facu vc tem que passar um pouco de aperto mesmo…

CENA 2) Após os pedidos das bebidas, passados 15 minutos, chegam à mesa uma cerveja e uma imagem pálida e inerte do que seria uma caipivodca de morango. (não era pra mim, juro). Vamos lá: pergunta: “essa caipi tá meio “clarinha” demais, não?” (pra quem achou a pergunta meio dúbia, a tradução seria: “essa po@#$ tem morango ou você só colocou vodca, provavelmente barata?”  – resposta (esperta, confesso): “você nem provou, pq está reclamando?” Uuuuuuuuuuuh…. uma provocação, adoro isso… leve sabor de desafio no ar, a certeza absoluta no serviço do barman. Bem, dez segundos depois, foi devidamente constatado que é impossível fazer uma caipimorango com 1 morango. Para a defesa do restaurante, peço uma mudança internacional no nome para caipimorangos, para deixar bem clara a necessidade do plural uso das frutas.

CENA 3) Já vou começar direto agora: “- a caipi realmente está ruim”. “- qual o problema dela?” (PAUSA – qual o problema DELE? ninguém mais sabe respeitar a regra do Cliente aqui? Eu tenho que preencher algum formulário para contestar a qualidade visivelmente fraudulenta da albina caipimorango?) segue: “- está forte e não tem gosto de morango” e resposta: “-humpfff” (ninguém esperava outra coisa, né?)

CENA 4) Diálogo:

“- aqui está, coloquei mais água e gelo”

Para com isso. Sério. Olha a frase anterior: “está forte e não tem gosto de morango”

Eu juro que eu fiz este mesmo diálogo com duas pessoas, diferentes e parcialmente isentas, mas que não conheciam a resposta, nem o causo. Minha prima de quatro anos respondeu: “coloca morango, uai” (ela é mineira, linda de morrer). Meu cachorro de dois anos, por sua vez, me olhou com desprezo e latiu pedindo um desafio maior, como dar a pata ou sentar.

Algumas pessoas aqui do blog me conhecem pessoalmente. Sou uma pessoa de hábitos pacatos e gentil no trato pessoal. Sou conhecido pela minha cordialidade ao lidar com adversidades e tenho facilidade em fazer amizades, eu diria que acima da média. Minha resposta para o cavalo do garçom, esse imbecil, idiota e com problemas cognitivos foi uma risada impassível e uma única frase: “pode devolver e por favor peça nossa conta”.

CENA 5) (achou que acabava?). Pessoas idiotas tem dificuldade em perceber suas burrices, tenho provas práticas disso. O garçom, ao ser contrariado pelo cancelamento do pedido do Cliente, sentiu-se no dever cívico de defender sua instituição: “mas eu já pedi a comida ao sushiman” como se fosse um desafio, uma proibição. Juro que ele falou isso como quem falasse: “o senhor não pode dirigir sem carteira de habilitação”. Eu, educado e ainda impassível, respondi a ele, na minha delicadeza britânica: “- foda-se. quero a conta.” Aaaaaaaah, agora sim eu perdi totalmente a razão e fiz ele provar sua certeza ao duvidar de tão mal-educados clientes. E ele saiu.

CENA 6) E ele saiu, disse eu no último parágrafo. Ao se encontrar com um amigo garçom, seu fellow de longa data, no meio do caminho, tratou de explicar a situação que se sucedia na mesa do canto. Eu estava a cinco metros de distância, o equivalente à meio restaurante, e ouvi claramente: “porra, cara fresco e mal-educado, tá sacaneando meu trabalho”

Sacaneando seu trabalho, meu amigo? Eu vou sacanear é com seu restaurante. Porque mais imbecil que você, sem estúpido acéfalo, é o idiota que te contratou e que te mantém trabalhando. Porque alguém com a alcunha de gerente de um restaurante em que a comida é servida por cavalos, deve ser muito burro. Deve nada, é. Então já que eu fiz essa sacanagem com você num sábado a noite, que tal espalhar essa “sacanagem” na internet pra todo mundo saber o lixo que esse restaurante é?

Para os curiosos de plantão, voyeurs de merda alheia, obviamente me levantei da mesa, questionei o ato do garçom (que por$% é essa, meu irmão, tá achando que sou moleque?), perguntei sobre o seu grau de lucidez (você tá louco? tá louco é?) e questionei a profissão de sua mãe, sua avó e sua irmã.

Juro que escrevi este post vários meses depois do ocorrido e ainda senti raiva, ódio e etc. Lembre-me do fato, novamente, após dois amigos meus terem sido mal atendidos no Nigiri (rua Vitório Marçola, 43 – Anchieta) para não deixar dúvida. Infelizmente esses pobres amigos escaparam do meu discurso tenebroso na noite seguinte do ocorrido. Creio ter falado da minha experiência do Nigiri para, aproximadamente, 200 pessoas em BH, Rio e SP. Agora queria contar para os …. bem, no ano passado o blog teve 11,000 visitas.

A única coisa que espero com a aspereza dos meus comentários é que nenhum de vocês que está lendo isso, nunca, tenha a desagradável experiência que tive. O Nigiri é o pior restaurante que já fui na minha vida.

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Hidden Gems: Yun Ton em Belo Horizonte

Sabe aqueles restaurantes que quase ninguém conhece, pouca gente sequer ouviu falar e todo mundo que foi adora?

Pois é, estou falando do Yun Ton em Belo Horizonte. O cinquentenário restaurante chinês, que fica na rua Santa Catarina, em Lourdes (esquina com Gonçalves Dias) e que é um ótimo exemplo de total falta de marketing 🙂

Eu conheço o restaurante há muito tempo, mas tinha uns quinze anos que não ia lá. Hoje, passando na porta na hora do almoço (a caminho do shopping, onde eu iria me deliciar com um saborosíssimo – estou sendo irônico – sanduíche do Marietta ou algo tão sem sabor quanto), decidi me arriscar e entrar.

Minha primeira sensação foi de medo, pois uma reforma bem na entrada do restaurante, após passar pela delicada fachada bem chinesa (old style), me deixou apreensivo. Graças a Deus (exagero), o salão principal estava totalmente conservado, com seus detalhes na parede e luminárias originais, é um ambiente autêntico, que não quer passar uma falsa impressão, mas passa: a comida é ainda muito melhor!

O menu é bem tradicional, com opções para todos os gostos e serve, JURO, três pessoas tranquilamente (estou falando de cada prato). O atendimento, até porque o restaurante estava vazio, foi acolhedor, cordial e – principalmente – ágil. Sério, vc pedia algo e a coisa aparecia na sua frente, desde o refrigerante até o prato principal, assim como a conta e etc. Ponto MEGA positivo, já que (pra falar mal de novo) o atendimento em BH só é bom em bares e raras exceções.

Para começar, esqueça o que você conhece de rolinho primavera. No Yun Ton eles são gigantes, como se fossem dotados de uma força própria e são crocantes como nuggets do Mc Donald’s em sua melhor forma. No almoço em comi um frango com molho xadrez e bambu. O frango e o molho estavam deliciosamente bem feitos, tinha anos que não comia um frango realmente gostoso, já que esta carne hoje em dia é sinônimo de tasteless food. O molho xadrez também estava fenomenal, não se sobrepôs ao frango nem ficou sem graça. E o bambu, você pergunta? Segue o link para vc, jovem curioso. Brincadeiras à parte, estava gostoso mesmo.

A única coisa que lamento é que o restaurante precisava ganhar mais cuidado, mais divulgação, mais vida. As coisas estão meio caídas por lá para um restaurante que é o melhor na sua difícil categoria na cidade. Mesmo sendo tradicional, todo mundo gosta de chegar num lugar com cara de legal, não só com a comida de legal.

NOT TO BE MISSED:

– os pratos servem de 2 a 3 pessoas, lembre-se disso ao pedir.
– o rolinho primavera é sensacional.

Notas:

Experiência (serviço+ambiente):     5 em 10
Comes e bebes (precisa explicar?):  8 em 10

Nota Média (idem):   6,5 em 10
Preço per capita: R$ 30 a 50 (comida) – carta de vinhos não avaliada

 

Trinta motivos pra comemorar os meus trinta no Rio

Pior coisa do mundo é fazer trinta anos. É o momento onde vc deixa de ser uma pessoa nova, sob todos os aspectos, e passa a ser totalmente adulto, ou seja: um saco. Pra comemorar minha entrada no mundo adulto (eu realmente esperei até o último minuto), decidi rascunhar sobre os motivos gastronômicos que podem me deixar feliz em passá-los na cidade maravilhosa. Algo assim:

1) O omelete com brie do Cafeína: o ovo é o alimento mais injustiçado de todos os tempos. Gostoso, saudável, prático e versátil, tornou-se alvo fácil de empresas de cereais sem graça que queriam mais espaço no café-da-manhã. No Cafeína, o omelete com brie vem no ponto certo pra fazer vc começar muito bem o seu dia.

2) Totivendo (qualquer um) do Chico e Alaíde: quem nunca foi no C&A não entende a alma butequeira carioca. O Chico, pessoa extremamente simpática, comanda um dos bares mais movimentados do Leblon ao lado da Alaíde e cia. que fazem do seu escondidinho uma obra prima dos petiscos. Imperdível.

3) Drink Mekong, do Mekong: imagine uma bebida que te deixa … inebriado com uma dose. O gosto é diferente de tudo que vc já provou em matéria de drinks. Mesmo tendo lichia no seu preparo, não é girlie, pelo contrário, o Mekong é potente o suficiente pra vc pedir um refrigerante na hora que a comida chega.

4) Todas as picanhas do mundo no Porcão Rio’s: sinceramente, eu nunca acreditei que iria num rodízio para comer exclusivamente picanha. Vc pode fazer isso no Porcão. A vista do Pão de Açúcar, a cara de assustado dos turistas japoneses, nada isso é tão marcante como a ponta de picanha do Porcão. Faça amizade com o garçom e exija só o melhor quando chegar!

5) As surpresas da Roberta Sudbrack: eu ia falar da lichia recheada com foie gras, ou das sobremesas simplesmente deliciosas, ou da simpatia da chef mais antenada do Brasil… então melhor falar de tudo e lembrar que o Rio tem, sim, uma opção internacional de menu degustação.

6) A empada de camarão do Belmonte: fartura. essa é a palavra que define os petiscos do Belmonte. Acompanhe um bom atendimento e chopps consistentemente gelados.

7) O couvert do Plataforma: não quero ser acusado de ser pão-duro, mas várias vezes desejei ir ao Plata só pra comer o couvert. Pão de queijo, patê, torradas, linguiça… vale o ingresso!

8 ) Biscoito Globo no Posto 11: como deixar de falar do mais carioca dos quitutes industrializados? E como achar lugar melhor pra comer biscoito Globo que não na praia?

9) Comer de tudo no Venga!: eu sugiro o aspargos molhado no ovo (again) com flor de sal. Tem gente que gosta do polvo, outros gostam da sobremesa de chocolate com azeite (!)… então coma tudo, sempre acompanhado das excelentes sangrias (também sugiro provar todas).

10) Astoria com catchup e chips de bacon no Andy’s: num lugar onde todos os hot dogs serão os melhores que vc já comeu na vida, a minha escolha é o quase-tradicional Astoria, à moda antiga. De sobremesa peça o milk. De Ovomaltine, claro.

11) O sensacional sorvete de figo do Mil Frutas: se vc comia figo na infância, vai ter lembranças remotíssimas com esse sorvete, uma verdadeira perfeição gelada. Se vc não comia figo quando criança, não teve infância, né?

12) Três horas de café-da-manhã na Escola do Pão: compre uma revista. Leia devagar. Coma tudo o que oferecerem até não aguentar mais. Descanse com um suco de laranja fresco. E repita os primeiros passos quantas vezes for necessário.

13) Treze não é de azar… Financier do Vintage Café: adoro coisas simples muito boas. O financier do Vintage, em Botafogo, nem é de lá, é daqueles de saquinho, comprado de algum lugar simples. Simplesmente perfeito.

14) Galeto do CT Brasserie: Falar que o melhor prato de um dos restaurantes do Claude Troisgos é uma galinha desossada pode parecer falta de respeito. Longe disso, nesse prato o Claude chegou a uma combinação excelente, elegante, brrrassileirrra e deliciosa.

15) Tarde de exageros no Majórica: não importa o que vc coma, tudo no Majórica tem um gosto diferente. Aos 50 anos, mas em plena forma, o mais tradicional espanhol do Flamengo, e do Rio, evoca pensamentos imediatos de início de dieta para o dia seguinte.

16) Peking Duck do Mr. Lam: hummmmm… não se preocupe, não é pq o restaurante é o Eike Batista que vc tem que ser bilionário para comer lá. Só milionário… é caro sim, mas tem muita coisa que vale a pena e a grana no Mr. Lam e o peking duck é o melhor exemplo.

17) Queimar a língua no Sawasdee: escolha qualquer prato pelo índice de tempero no Sawas (para os íntimos). Todo o menu do excelente asiático da Dias Ferreira, no Leblon, tem gosto de Tailândia (é um gosto bom).

18) Ser mimado no Fasano Al Mare: a comida internacional do mais car… charmoso dos hoteis de Ipanema é apenas um dos sabores que vc prova nesse excepcional restaurante. A extensa carta de vinhos e o menu clássico são sempre acompanhados do melhor atendimento do mundo. E não tem sabor melhor que esse.

19) Suco de Coco e/ou Açaí no Bibi Sucos: eu tenho uns gostos meio exóticos, mas suco de coco não é nenhuma extravagância. A diferença é o astral da lanchonete mais famosa para antes e depois da praia do Leblon.

20) Bate papo com cerveja no Bracarense: se alguém descobrir o segredo do Braca (para os… tô brincando), me conta que eu abro um bar do mesmo jeito. Sempre cheio, só de conseguir uma mesa vc já se sente um vencedor.

21) Sentir-se na Itália no Gero: restaurante da famiglia Fasano, o Gero é – literalmente – uma caixinha de boas surpresas. O discretíssimo restaurante da Aníbal de Machado, em Ipanema, surpreende também com uma comida sensacional.

22) Descobrir os sabores do Olympe: mais um do Claude Troisgos, o Olympe é o “carro-chefe” da alta gastronomia do chef e impressiona do couvert ao café. Difícil não gostar de algo e igualmente difícil achar o restaurante, no charmoso Jardim Botânico.

23) Picadinho do almoço do Sebastiana Bistrô: depois de testar algumas fórmulas no almoço, o Sebá chegou a um ponto bom e tem uma mesa de buffet que parece almoço na casa da avó. Com pratos muito bem feitos, comemore se for dia de picadinho de carne, que acompanha perfeitamente a gostosa farofa e o clima de almoço caseiro.

24) Sushi do fim de tarde de domingo no Bar da Praia: vá à praia. Fique lá por no mínimo 4 horas. Saia e vá direto ao Bar da Praia e peça todos os sushis do mundo. O rodízio com poucas, mas muito bem feitas opções, tem também o melhor hot philadelphia da cidade.

25) Salada Caprese do Focaccia: esqueça tudo o que vc conhece de salada caprese. Uma burrata, tomates cereja, manjericão e uma bela apresentação para um clássico das dietas.

26) Ver o por-do-sol no Garota da Urca: acompanhado da cerveja gelada, com o visual mais cool de um bar “quase” de praia. Invariavelmente acompanhado de uma boa conversa com frequentadores do bar.

27) Experimentar no Sushi Leblon: pegue o cardápio do restaurante, após ter esperado quase duas horas na fila e peça qualquer coisa que vc não conhece. Garanto que funciona. Comida japonesa fica chata quando é muito repetitiva.

28) Bruschetta de Foie Gras da Prima Bruschetteria: vale. custa o dobro das outras bruschettas do lugar, simpático e quase sempre lotado restaurante do cantinho do Leblon, mas é uma obra-prima em matéria de bruschettas. Para acompanhar peça uma Colorado Cauim.

29) Rodízio de acompanhamentos da CT Boucherie: genial a ideia do CT em colocar os acompanhamentos para as excelentes opções de carne do lugar. Tipo rola um ratatouile que deve ser igual ao do filme, legumes e vários etcéteras deliciosos.

30) Por último, uma homenagem à boemia carioca: o sanduíche do Cervantes: quando cheguei no Rio, só saía do trabalho no horário que o único “restaurante” aberto era o Cervantes… pois bem, fiquei fã.

Ufa! Tem vários outros motivos pra comemorar no Rio, mas qual a graça de falar de todo mundo sem causar uma polêmica??

Mr. Lam, Rio de Janeiro… ou seria Chinatown?


O Mr. Lam, restaurante do empresário Eike Batista, é mais uma badalada opção para o aconchegante Jardim Botânico, bem na “esquininha” da Lagoa Rodrigo de Freitas. Badalado, lugar legal, dono estilo Tio Patinhas…. mas e aí? É bom mesmo? Vale os “milhares de reais” que cobra?

Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. O ambiente é bem legal. Super sofisticado desde a entrada, cheio de coisas modernas, ambientes privativos, último lugar tem um telão gigantesco que passa uns clipes diferentes…. não colou! (?!?!?!) Sério, pessoal… acho que o povo tinha muita grana pra colocar na decoração, que o lugar era muito grande, que vários andares dificultam, mas a verdade é que falta uma consistência entre os ambientes do lugar. Falta charme, falta… vida pro Mr. Lam. Uma pena, principalmente pq:

1) A comida é animal. Digo, sensacional. Já fui nos pratos tradicionais e também na saborosíssima degustação com direito ao Crispy Duck (igualmente uma iguaria): é tudo excelente. A qualidade da cozinha é realmente monumental… O legal da degustação é que tem várias coisas pra vc comer com as mãos, o que dá (finalmente) um charme pro lugar.

2) A carta de vinhos é muito bem escolhida, deixa todo mundo bem a vontade. Minha sugestão pra acompanhar a noite “pesada” é o conhecido californiano Opus One ou o ousado Chateauneuf-du-Pape Le Bernardine 2004 (pequena pausa, essa safra ganhou 93 pontos na Wine Spectator, superada apenas pela safra de 97).

3) Serviço excelente: cordial, mas sem gracinhas, não tem excesso de staff, o que deixa o ambiente menos “tenso” (mais uma coisa contribuindo para compensar a decoração).

Conclusão: No Rio faltava um grande restaurante de comida chinesa. Parabéns pro Mr. Lam, que preencheu esse vazio e também é uma opção pra quem quer mais do que só jantar.

Notas:

Ambiente: 3,5
Serviço: 4,5
Pratos: 5
Sobremesa: 4

Nota Final: 8,5 – Vale? Vale!

Preço: $$$$$ (uuuuuuuhh!)

Menu degusta…sono no Mok Sakebar

Na última quarta-feira o Mok Sakebar promoveu uma noite para comemorar o Dia do Sake (que seria no dia seguinte) com o renomado chef  Shin Koike, do Aizomê de São Paulo. A agradável casa da Dias Ferreira não estava lotada na “sessão” mais concorrida da noite, que começava às 22 horas, sinal que o preço de R$ 220 por pessoa não tinha sido bem digerido (ou divulgado?) para o paladar do carioca.

Noite de Shin Koike no Mok Sakebar
Noite de Shin Koike no Mok Sakebar

O menu começou com uma beringela frita com missô doce, uma entrada neutra, que não causa nenhuma comoção. Passamos então para uma outra entrada de ostra à milanesa, que começou a mostrar as habilidades do chef, seguida do excelente Unagui e foie gras grelhado, que para mim foi o melhor prato da noite. Nesse momento já era servido o primeiro sake premium da noite, uma excelente opção.

Depois disso foram servidos dois sashimis, igualmente ricos e bem preparados, mas a falta de preparação da casa para receber um evento daquele porte já se fazia evidente. Recebemos o segundo prato de sashimi antes do primeiro, o que causou o desconforto de ter que cobrar o garçom (“sabe aquele prato da mesa ao lado? pois é, eu não recebi…”). O tempo de espera entre os pratos estava muito alto, cerca de 30 minutos entre cada prato que se tornavam uma eternidade quando havia algum problema adicional no serviço.

Ambiente legal no Mok Sakebar
Ambiente legal no Mok Sakebar

Vieram os dois pratos principais, um namorado confit em azeite perfumado (excepcional) e  uma costeleta de cordeiro que, infelizmente, seja pelo sono ou pela falta de vontade com o serviço, ficou muito abaixo da proposta da noite. Os sushis foram servidos à 1 da manhã, quando já “acumulávamos” 3 horas de menu degustação. O sake não filtrado final foi o ponto alto das bebidas, mesmo com todas as excelentes opções de drinks que a casa proporciona (parabéns ao barman)

Sakê não filtrado pra ficar acordado (foto exemplo)
Sakê não filtrado pra ficar acordado (foto exemplo)

Tive que pedir um café para acompanhar a sobremesa e saí do Mok quase às 2 da manhã. Na mesa ao lado um casal quase dormiu no final. Na mesa grande na minha frente algumas reclamações, principalmente porque tinham pessoas mais velhas, que provavelmente não tem o mesmo saco que eu para esperar 4 horas por uma refeição completa. Mais uma vez, a certeza que o bom serviço ajuda muito na boa vontade com o paladar.

Falando em serviço, lembrei de uma história que li num livro do João Havelange sobre as Olimpíadas de 36 em Berlim (sim, as do nazismo). No dia da final do atletismo, Hitler entregou as medalhas na primeira competição do dia e foi alertado pelos organizadores da competição que não deveria entregar as medalhas, ou teria que fazê-lo para todos os atletas. Ele então parou de comparecer ao pódio olímpico e o evento foi conhecido pelo mundo como um caso flagrante do racismo do ditador contra os vencedores negros americanos. A história de cima serve pra ilustrar uma impressão de um leigo: o chef Shin Koike passou e conversou com várias mesas no local e deve ter ficado sem tempo para falar com todo mundo, até pelos atrasos nos pratos, mas não ter falado com todas as mesas (não passavam de 15) gerou comentários nos “excluídos”, um fato que poderia ter sido evitado. Eu mesmo queria perguntar pra ele várias coisas sobre os ingredientes e saí sem as informações. Fatos da vida, vamos às notas:

Notas:

Ambiente: 4/5
Serviço: 2/5 – sorry, mates
Pratos: 4/5
Sobremesa: 3/5

Nota Final: 6,5 – não valeu o preço.

 Preço: $$$$½ / 5 – caro.

Comida “quente”: Nam Thai Rio no Leblon

Nam Thai2

O Nam Thai do Rio, no Leblon, é um bom restaurante, cheio de charme e ótima opção para quem quer sair de casa para chorar de comida picante. Atendimento ótimo e eficiente, boas opções de vinho com uma comida pra lá de interessante.

As entradas são boas, mas podem melhorar na quantidade (afinal, um bode gosta de comer muito). Os pratos, classificados de 1* (picante) a 3* (mais picante), são boas opções e agradam até quem não gosta de comida thai. Comi um 2* e confesso que é o meu limite. Tem gente que gosta de sofrer mais, mas pra mim perde o gosto da comida e passa a ser uma batalha pela sobrevivência.

Um lugar bacana, pra levar os amigos e sair de lá feliz. Sem maiores pretensões, o Nam Thai vai com certeza ficar sempre cheio e agradar à maioria.

Nice!
Nice!

Notas:

Ambiente: 4/5
Serviço: 4/5
Pratos: 4/5
Sobremesa: 4/5

Nota Final: 8,0 – boa dica!

Preço: $$$ / 5 – nada exagerado

Melhores do Rio: Sawasdee Bistrô

Se o Chico vai ao Sawa, pq vc tb não vai?
Se o Chico vai ao Sawa, pq vc tb não vai?

Fica numa das melhores ruas para se comer no Rio, a Dias Ferreira, uma excelente opção para se comer: o Sawasdee. Movimentando uma rua que ainda tem o Quadrucci, Zuca e Sushi Leblon entre outros, o “Sawa” tem personalidade e marca bem seu território nas noites cariocas. A comida é… tailandesa? Oriental? Sei lá… comida asiática apimentada. Ficou mais fácil assim?

Repare nas mesas apertadinhas
Repare nas mesas apertadinhas

O ambiente é descolado, mas suficientemente aconchegante. As mesas pequenas reforçam o clima de romance das velas, mas não dão espaço para maiores sofisticações à mesa (sim, algumas mesas ficam um pouco apertadas). Como já conheço algumas mesas, posso garantir que as de dentro são melhores e o “mesão” central é bem divertido com as velas vagando sobre a sua cabeça.

Comida é o que interessa e disso o Sawasdee entende: as sopas de entrada são ótimas, mas se prepare pra pimenta, o negócio não é pra criança. Os pratos são todos muito bons, desde o camarão até (surpreendentemente) os de frango. Atendimento bom e eficiente também são itens obrigatórios no “cardápio” do lugar. O “Sawa” merece atenção e uma visita pra quem gosta de uma comida diferente e cheia de sabor.

Notas:

Ambiente: 4/5 – Sinta-se em casa!
Serviço: 4,5/5 – Nada de luxo, mas eficiente.
Pratos: 4,5/5 – Bons restaurantes se valem de boa cozinha pras pessoas voltarem
Sobremesa: 4/5

Nota Final: 8,5! – O Sawa vale a visita

Preço: $$$$ / 5 – ligeiramente “overpriced” pelo despojamento do ambiente.