Direto de ontem: O Dádiva em BH

Ontem fui ao Dádiva, em Belo Horizonte. Pra mim aquele restaurante deveria se chamar Lustres, dado o belo adereço no salão central.

O lugar fica na rua Curitiba, em Lourdes, na que podemos chamar de Dias Ferreira de Belo Horizonte, dada a quantidade de restaurantes do local.

O Dádiva tem uma proposta quase chique, que alterna entre o quase-informal de mesas grandes de amigos bebendo Whisky calmamente e alguns casais mais chegados num clima de alto estilo. Ambos estão certos, pois o Dádiva é multi-uso.

O serviço foi surpreendentemente bom, na verdade eu fui com uma baixa expectativa, pois acho BH excelente para servir informalmente (como nos bares), mas sem estilo para restaurantes… sem estilo não, meio sem-jeito e principalmente sem-treino.

O couvert é simples e excelente, como todos deveriam ser. A carta de vinhos é bem legal, bem servida e com uma margem de lucro ok (vou falar sobre isso nos meus próximos posts).

A comida estava boa, na verdade não gostei muito da preparação / apresentação. O risoto estava bom APESAR de feio pra chuchu. (e ele era de abobrinha, ironicamente).

A sobremesa também foi gostosa, nada demais, nada de menos, mas o restaurante não teve nenhuma falha grave. Mentira, teve sim: tem um prato que serve vieiras com coral (que não é comestível e tem um gosto amargo ao ser colocado na boca). Porra, oops, vc está em Belo Horizonte, longe de tudo de que se refere ao mar e vc não pede pro garçom delicadamente explicar isso na hora de servir o prato? Ponto negativo pra isso, chef, gerente e dono de restaurante tem que agradar ao Cliente, não ao próprio ego de achar que não precisa explicar os detalhes dos pratos. Mas o resto estava muito gostoso.

NOT TO BE MISSED:

– sentar na parte externa (way better)
– pedir o couvert (muito bom mesmo)

Notas:

Experiência (serviço+ambiente):     6,5 em 10
Comes e bebes (precisa explicar?):  5,5 em 10

Nota Média (idem):   6 em 10
Preço per capita: R$ 50 a 100 (comida) – vinhos a partir de R$ 80

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A “Cheap List” da NY Magazine

Todos os anos, a NY Magazine faz uma lista de restaurantes baratos e excelentes pra vc comer. Seria uma ótima ideia termos uma lista desses aqui no Brasil, concordam? Segue um “temperinho” da reportagem e o link completo:

It’s tough out there in this ever-evolving cheap-eats universe. One day it’s Lanzhou hand-pulled noodles, the next Hackensack sliders. You never know exactly where things stand. Are burgers really over? How about fried chicken? Where can I find a grilled pimiento-cheese sandwich? Or a serviceable stroopwafel? Is there such a thing as a good bowl of vegetarian ramen? What is the going rate for artisanal pizza these days? Are cake balls the new cupcakes? What is the Chinese flavor of the month? Can a locavore be a cheapavore? And are restaurateurs who traffic in small plates out to get you? In this, our annual Underground Gourmet guide to all that is brand spanking new and good to eat—and, if not downright dirt cheap, then certainly moderately priced, fiscally prudent, or at least won’t leave you feeling like you’ve been snookered—we tackle those burning questions and more. We also track the increasingly ubiquitous meatball movement, revealing the top new orbs, and take a very close look at the nascent miniature-food craze. We scout out the best meals on wheels. And we talked four discerning chefs, whose palates we admire, into revealing their secret cheap-eats haunts in their own neighborhoods. Finally, we answer what is for many the most burning question of all: What’s for dessert?

continue em: http://nymag.com/restaurants/cheapeats/2010/67146/

Trinta motivos pra comemorar os meus trinta no Rio

Pior coisa do mundo é fazer trinta anos. É o momento onde vc deixa de ser uma pessoa nova, sob todos os aspectos, e passa a ser totalmente adulto, ou seja: um saco. Pra comemorar minha entrada no mundo adulto (eu realmente esperei até o último minuto), decidi rascunhar sobre os motivos gastronômicos que podem me deixar feliz em passá-los na cidade maravilhosa. Algo assim:

1) O omelete com brie do Cafeína: o ovo é o alimento mais injustiçado de todos os tempos. Gostoso, saudável, prático e versátil, tornou-se alvo fácil de empresas de cereais sem graça que queriam mais espaço no café-da-manhã. No Cafeína, o omelete com brie vem no ponto certo pra fazer vc começar muito bem o seu dia.

2) Totivendo (qualquer um) do Chico e Alaíde: quem nunca foi no C&A não entende a alma butequeira carioca. O Chico, pessoa extremamente simpática, comanda um dos bares mais movimentados do Leblon ao lado da Alaíde e cia. que fazem do seu escondidinho uma obra prima dos petiscos. Imperdível.

3) Drink Mekong, do Mekong: imagine uma bebida que te deixa … inebriado com uma dose. O gosto é diferente de tudo que vc já provou em matéria de drinks. Mesmo tendo lichia no seu preparo, não é girlie, pelo contrário, o Mekong é potente o suficiente pra vc pedir um refrigerante na hora que a comida chega.

4) Todas as picanhas do mundo no Porcão Rio’s: sinceramente, eu nunca acreditei que iria num rodízio para comer exclusivamente picanha. Vc pode fazer isso no Porcão. A vista do Pão de Açúcar, a cara de assustado dos turistas japoneses, nada isso é tão marcante como a ponta de picanha do Porcão. Faça amizade com o garçom e exija só o melhor quando chegar!

5) As surpresas da Roberta Sudbrack: eu ia falar da lichia recheada com foie gras, ou das sobremesas simplesmente deliciosas, ou da simpatia da chef mais antenada do Brasil… então melhor falar de tudo e lembrar que o Rio tem, sim, uma opção internacional de menu degustação.

6) A empada de camarão do Belmonte: fartura. essa é a palavra que define os petiscos do Belmonte. Acompanhe um bom atendimento e chopps consistentemente gelados.

7) O couvert do Plataforma: não quero ser acusado de ser pão-duro, mas várias vezes desejei ir ao Plata só pra comer o couvert. Pão de queijo, patê, torradas, linguiça… vale o ingresso!

8 ) Biscoito Globo no Posto 11: como deixar de falar do mais carioca dos quitutes industrializados? E como achar lugar melhor pra comer biscoito Globo que não na praia?

9) Comer de tudo no Venga!: eu sugiro o aspargos molhado no ovo (again) com flor de sal. Tem gente que gosta do polvo, outros gostam da sobremesa de chocolate com azeite (!)… então coma tudo, sempre acompanhado das excelentes sangrias (também sugiro provar todas).

10) Astoria com catchup e chips de bacon no Andy’s: num lugar onde todos os hot dogs serão os melhores que vc já comeu na vida, a minha escolha é o quase-tradicional Astoria, à moda antiga. De sobremesa peça o milk. De Ovomaltine, claro.

11) O sensacional sorvete de figo do Mil Frutas: se vc comia figo na infância, vai ter lembranças remotíssimas com esse sorvete, uma verdadeira perfeição gelada. Se vc não comia figo quando criança, não teve infância, né?

12) Três horas de café-da-manhã na Escola do Pão: compre uma revista. Leia devagar. Coma tudo o que oferecerem até não aguentar mais. Descanse com um suco de laranja fresco. E repita os primeiros passos quantas vezes for necessário.

13) Treze não é de azar… Financier do Vintage Café: adoro coisas simples muito boas. O financier do Vintage, em Botafogo, nem é de lá, é daqueles de saquinho, comprado de algum lugar simples. Simplesmente perfeito.

14) Galeto do CT Brasserie: Falar que o melhor prato de um dos restaurantes do Claude Troisgos é uma galinha desossada pode parecer falta de respeito. Longe disso, nesse prato o Claude chegou a uma combinação excelente, elegante, brrrassileirrra e deliciosa.

15) Tarde de exageros no Majórica: não importa o que vc coma, tudo no Majórica tem um gosto diferente. Aos 50 anos, mas em plena forma, o mais tradicional espanhol do Flamengo, e do Rio, evoca pensamentos imediatos de início de dieta para o dia seguinte.

16) Peking Duck do Mr. Lam: hummmmm… não se preocupe, não é pq o restaurante é o Eike Batista que vc tem que ser bilionário para comer lá. Só milionário… é caro sim, mas tem muita coisa que vale a pena e a grana no Mr. Lam e o peking duck é o melhor exemplo.

17) Queimar a língua no Sawasdee: escolha qualquer prato pelo índice de tempero no Sawas (para os íntimos). Todo o menu do excelente asiático da Dias Ferreira, no Leblon, tem gosto de Tailândia (é um gosto bom).

18) Ser mimado no Fasano Al Mare: a comida internacional do mais car… charmoso dos hoteis de Ipanema é apenas um dos sabores que vc prova nesse excepcional restaurante. A extensa carta de vinhos e o menu clássico são sempre acompanhados do melhor atendimento do mundo. E não tem sabor melhor que esse.

19) Suco de Coco e/ou Açaí no Bibi Sucos: eu tenho uns gostos meio exóticos, mas suco de coco não é nenhuma extravagância. A diferença é o astral da lanchonete mais famosa para antes e depois da praia do Leblon.

20) Bate papo com cerveja no Bracarense: se alguém descobrir o segredo do Braca (para os… tô brincando), me conta que eu abro um bar do mesmo jeito. Sempre cheio, só de conseguir uma mesa vc já se sente um vencedor.

21) Sentir-se na Itália no Gero: restaurante da famiglia Fasano, o Gero é – literalmente – uma caixinha de boas surpresas. O discretíssimo restaurante da Aníbal de Machado, em Ipanema, surpreende também com uma comida sensacional.

22) Descobrir os sabores do Olympe: mais um do Claude Troisgos, o Olympe é o “carro-chefe” da alta gastronomia do chef e impressiona do couvert ao café. Difícil não gostar de algo e igualmente difícil achar o restaurante, no charmoso Jardim Botânico.

23) Picadinho do almoço do Sebastiana Bistrô: depois de testar algumas fórmulas no almoço, o Sebá chegou a um ponto bom e tem uma mesa de buffet que parece almoço na casa da avó. Com pratos muito bem feitos, comemore se for dia de picadinho de carne, que acompanha perfeitamente a gostosa farofa e o clima de almoço caseiro.

24) Sushi do fim de tarde de domingo no Bar da Praia: vá à praia. Fique lá por no mínimo 4 horas. Saia e vá direto ao Bar da Praia e peça todos os sushis do mundo. O rodízio com poucas, mas muito bem feitas opções, tem também o melhor hot philadelphia da cidade.

25) Salada Caprese do Focaccia: esqueça tudo o que vc conhece de salada caprese. Uma burrata, tomates cereja, manjericão e uma bela apresentação para um clássico das dietas.

26) Ver o por-do-sol no Garota da Urca: acompanhado da cerveja gelada, com o visual mais cool de um bar “quase” de praia. Invariavelmente acompanhado de uma boa conversa com frequentadores do bar.

27) Experimentar no Sushi Leblon: pegue o cardápio do restaurante, após ter esperado quase duas horas na fila e peça qualquer coisa que vc não conhece. Garanto que funciona. Comida japonesa fica chata quando é muito repetitiva.

28) Bruschetta de Foie Gras da Prima Bruschetteria: vale. custa o dobro das outras bruschettas do lugar, simpático e quase sempre lotado restaurante do cantinho do Leblon, mas é uma obra-prima em matéria de bruschettas. Para acompanhar peça uma Colorado Cauim.

29) Rodízio de acompanhamentos da CT Boucherie: genial a ideia do CT em colocar os acompanhamentos para as excelentes opções de carne do lugar. Tipo rola um ratatouile que deve ser igual ao do filme, legumes e vários etcéteras deliciosos.

30) Por último, uma homenagem à boemia carioca: o sanduíche do Cervantes: quando cheguei no Rio, só saía do trabalho no horário que o único “restaurante” aberto era o Cervantes… pois bem, fiquei fã.

Ufa! Tem vários outros motivos pra comemorar no Rio, mas qual a graça de falar de todo mundo sem causar uma polêmica??

Três palavras: Roberta Sudbrack Sensacional

Demorei um tempinho pra escrever esse post sobre o RS (para os íntimos). Confesso que estava com medo de ser traído pela emoção dos dias posteriores e encher o post só de coisas boas. O problema é que, um mês passado, o sentimento não mudou. Algumas pessoas, em determinados momentos da história, destacam-se tanto sobre os outros que acabam elevando o nível de todo o grupo e é exatamente isso que eu acho que a Roberta está fazendo pela cozinha do Rio. Explico:

O RS não foi feito pra ser convencional. Não é um lugar super badalado e não fica na Garcia D’Ávila ou na Dias Ferreira. O RS fica no Jardim Botânico, assim como o Olympe, o Mr. Lam e tantos outros bons restaurantes. Lembro que há uns cinco anos atrás, a prefeitura do Rio tentou fazer do eixo Botafogo-Humaitá um polo gastronômico da cidade e o Jardim Botânico conseguiu isso sem nenhuma ajuda, até pq não precisa. Voltando ao assunto: o RS é uma das poucas opções de menu degustação de alto nível da cidade e a coisa muda todo dia, de acordo com os ingredientes que a Roberta e seu pessoal acham (os mais frescos, mais saborosos, mais interessantes do dia). Eu não cozinho muito, mas meu irmão que já trabalhou em dois restaurantes “estrelados” no Michelin sempre me fala quando elogio a comida dele: “ingrediente é tudo”.

Famosíssima Licha

O menu, apesar de ser refeito diariamente, é muito bem pensado. Algumas estrelas já se destacam na metamorfose ambulante da Roberta, como a licha recheada com foie gras e geleia (sem acento, nova regra ortográfica) de Tokaji. Eu contei uns trinta blogs comentando a pequena colherzinha mágica de lichia da Roberta em um google bem rápido. A combinação desses “clássicos” com coisas novas é que faz o sucesso da casa. No “meu” dia, fui brindado com algumas coisas surpreendentes como um ravioli de ossobuco de cordeiro que foi uma das melhores coisas que eu comi na minha vida (eu falei isso pra Roberta no dia, acho que agora ela vai acreditar). O peixe do dia estava sensacional (olha ele aí do lado ó) e as sobremesas são muito divertidas: eu comi um sorbet de “goiaba do vizinho” e vários docinhos na “saída”.

"quem te ensinou a nadar?"

O ambiente é muito gostoso, o serviço é atencioso e algumas mesas tem o privilégio de ficar de frente (de lado, pra falar a verdade) da cozinha da Roberta. Poucas pessoas cozinham com a técnica dela, mas sem dúvida alguma o diferencial é a paixão que ela tem pelo seu restaurante. O Roberta Sudbrack é a Roberta Sudbrack. Assídua das redes sociais, a Roberta já postou 25 mil vezes no seu twitter, a grande parte do que ela escreve “pula” de paixão e amor pelo seu trabalho. Tem tempero melhor que esse?

Pra quem quer pular pra um novo nível em experiência gastronômica, recomendo o RS como a melhor opção no Rio e espero que a gente receba outros exemplos, diferentes mas igualmente sensacionais. Entrando no maior clichê dos próximos cinco anos: o Rio vai receber a Copa, as Olimpíadas, precisa ter mais opções de boa comida e excelente serviço.

Notas (precisa?):

Ambiente: 4,5 / 5
Serviço: 4,5 / 5
Pratos: 5 / 5
Sobremesa: 5 / 5

Nota Final: 9,5 em 10  – é a maior até agora junto com o Aquavit, né?

Preço: $$$$$

Dueto de chefs no Juice e Co. ;-)

Pra ver se eu pego um ritmo de escrever no blog, não posso deixar de contar um dos melhores jantares do ano aqui no Rio. Semana passada, retrasada aliás, o Juice e Co. organizou um menu degustação com um dueto de chefs (Van den Bos e De Maeyer). O resultado foi uma noite super agradável, jantar excelente e história pra contar…

A Estrela da Noite

Tudo começou com um shot de ostras com brotos e rolinho de queijo de cabra de aperitivo. Tava legal, diferente, promissor… a primeira entrada era uma das estrelas da noite, carpaccio de foie gras… nas outras mesas, no telefone quando eu liguei, todo mundo só falava dele… o não decepcionou. Eu gosto pra caramba de foie gras, mas ainda vou ficar no meu sonho de fazer um sanduba de foie gras num pão francês com catupiry e goiabada… sério, eu sonho com isso, galera. A segunda entrada foi um “muito bom” atum, como deveria ser.

O primeiro prato principal era um vermelho, o peixe, sabe? Perfeito, foi feito como se fosse o único prato da noite. Depois veio o melhor (na minha opinião), que era carré de cordeiro com polenta de arroz jasmim. Animal!!!!

Tudo foi muito bem servido, com calma entre os pratos apesar da nossa mesinha apertada na frente, mas é charmoso, né? O vinho tava bom, sobremesa idem, mas nada memorável.

Obrigado ao Juice e Co. pelo jantar, tava muito muito bom. Aguardo a próxima. Ufa! Fiz um post sem falar mal de nada… 😉

 

Impressões imediatas sobre o CT Brasserie

Tudo que o Claude Troigos faz é bom? O CT Brasserie estava ótimo, todos os pratos excelentes, clássicos, mas com personalidade…

O lugar é bem legal, fica no último andar do Fashion Mall, estilo bem Pastis assim. Mesinha pequena lá é um charme e tem um vinho californiano (zinfandel) mt bom – aliás, pq os restaurantes brasileiros não tem nada de vinhos californianos?? – a sobremesa (mousse de chocolate e vinho do porto) é ponto alto, servido “na colher”  com cara de casa.

O CT consegue reunir o chique ao agradável e o confortável ao saboroso, então tem a minha recomendação.

Lo sentimos, Mugaritz

The HungryGoat blog comes back after a while to serve support to one of the best restaurants in the world. Last sunday a fire took place and destroyed most of the kitchen of the world famous restaurant of the great chef Andoni Luis Aduriz.

My brother used to work there and his passion about the place and the people of the Gipuzkoan district most famous place all inspired me and other people to apreciate top cuisine.

We all support the good people from there and wish Chef Andoni the greatest strenght to get back and better.

You can all check the links from the full story content here: http://www.eitb.com/news/detail/356070/kitchen-fire-causes-damage-in-basque-restaurant-mugaritz/

and the site of the restaurant around here: http://www.mugaritz.com