Porque o Nigiri é um lixo de restaurante. (Nigiri BH = lixo) (Nigiri BH sucks), entendeu Google?

Eu poderia arrumar doze mil, quatrocentos e setenta e nove palavrões para descrever este patético restaurante japonês.

Antes que eu comece a receber de volta toda esta mágoa, todo o ódio que tenho no coração, devo ressaltar que meus argumentos são puramente técnicos, objetivos e baseados na minha vasta experiência em… comer. Em pagar para comer. Em frequentar lugares que são feitos para, além de um indireto entretenimento, alimentar pessoas que pagam para uma porção de comida, geralmente feita por profissionais e, especialmente, servida por profissionais.

Está na palavra profissionais minha primeira discordância em classificar este recinto como restaurante. Profissionais são pessoas que, ao receber determinado pagamento, prestam algum serviço, criam valor através de produção ou auxiliam alguma empresa a produzir algo ou algum serviço. Vamos ilustrar meus genéricos comentários:

CENA 1) Cheguei ao restaurante, num sábado, às 21:00 (entenda-se: horário de pico) e o mesmo encontrava-se, como diria a previsão do tempo: parcialmente vazio. Sentei-me à mesa e, após pedir o menu e a explicação de como funciona o sistema da casa, o indivíduo que deveria ser o garçom me entrega dois papeis de cores diferentes com a seguinte frase: “tem essas opções, se uma pessoa pedir diferente, não pode comer da outra”. Aaaaaaaaah, começamos a entender a raiva aqui, não é? Vamos dar um replay nas frases: “Como funciona o sistema da casa?” – resposta: “tem essas opções” (QUAIS?) (OS PAPEIS?) (EU TENHO QUE LER, VOCÊ NÃO PODE FALAR?) (É UMA CHARADA?) “…se uma pessoa pedir diferente (DO QUÊ?), não pode comer da outra (CARA$@ˆ, WTF?) sabe quando vc vai no bandejão da faculdade e pode pegar uma carne? Lá a comida custa R$ 1, tá ligado? E na facu vc tem que passar um pouco de aperto mesmo…

CENA 2) Após os pedidos das bebidas, passados 15 minutos, chegam à mesa uma cerveja e uma imagem pálida e inerte do que seria uma caipivodca de morango. (não era pra mim, juro). Vamos lá: pergunta: “essa caipi tá meio “clarinha” demais, não?” (pra quem achou a pergunta meio dúbia, a tradução seria: “essa po@#$ tem morango ou você só colocou vodca, provavelmente barata?”  – resposta (esperta, confesso): “você nem provou, pq está reclamando?” Uuuuuuuuuuuh…. uma provocação, adoro isso… leve sabor de desafio no ar, a certeza absoluta no serviço do barman. Bem, dez segundos depois, foi devidamente constatado que é impossível fazer uma caipimorango com 1 morango. Para a defesa do restaurante, peço uma mudança internacional no nome para caipimorangos, para deixar bem clara a necessidade do plural uso das frutas.

CENA 3) Já vou começar direto agora: “- a caipi realmente está ruim”. “- qual o problema dela?” (PAUSA – qual o problema DELE? ninguém mais sabe respeitar a regra do Cliente aqui? Eu tenho que preencher algum formulário para contestar a qualidade visivelmente fraudulenta da albina caipimorango?) segue: “- está forte e não tem gosto de morango” e resposta: “-humpfff” (ninguém esperava outra coisa, né?)

CENA 4) Diálogo:

“- aqui está, coloquei mais água e gelo”

Para com isso. Sério. Olha a frase anterior: “está forte e não tem gosto de morango”

Eu juro que eu fiz este mesmo diálogo com duas pessoas, diferentes e parcialmente isentas, mas que não conheciam a resposta, nem o causo. Minha prima de quatro anos respondeu: “coloca morango, uai” (ela é mineira, linda de morrer). Meu cachorro de dois anos, por sua vez, me olhou com desprezo e latiu pedindo um desafio maior, como dar a pata ou sentar.

Algumas pessoas aqui do blog me conhecem pessoalmente. Sou uma pessoa de hábitos pacatos e gentil no trato pessoal. Sou conhecido pela minha cordialidade ao lidar com adversidades e tenho facilidade em fazer amizades, eu diria que acima da média. Minha resposta para o cavalo do garçom, esse imbecil, idiota e com problemas cognitivos foi uma risada impassível e uma única frase: “pode devolver e por favor peça nossa conta”.

CENA 5) (achou que acabava?). Pessoas idiotas tem dificuldade em perceber suas burrices, tenho provas práticas disso. O garçom, ao ser contrariado pelo cancelamento do pedido do Cliente, sentiu-se no dever cívico de defender sua instituição: “mas eu já pedi a comida ao sushiman” como se fosse um desafio, uma proibição. Juro que ele falou isso como quem falasse: “o senhor não pode dirigir sem carteira de habilitação”. Eu, educado e ainda impassível, respondi a ele, na minha delicadeza britânica: “- foda-se. quero a conta.” Aaaaaaaah, agora sim eu perdi totalmente a razão e fiz ele provar sua certeza ao duvidar de tão mal-educados clientes. E ele saiu.

CENA 6) E ele saiu, disse eu no último parágrafo. Ao se encontrar com um amigo garçom, seu fellow de longa data, no meio do caminho, tratou de explicar a situação que se sucedia na mesa do canto. Eu estava a cinco metros de distância, o equivalente à meio restaurante, e ouvi claramente: “porra, cara fresco e mal-educado, tá sacaneando meu trabalho”

Sacaneando seu trabalho, meu amigo? Eu vou sacanear é com seu restaurante. Porque mais imbecil que você, sem estúpido acéfalo, é o idiota que te contratou e que te mantém trabalhando. Porque alguém com a alcunha de gerente de um restaurante em que a comida é servida por cavalos, deve ser muito burro. Deve nada, é. Então já que eu fiz essa sacanagem com você num sábado a noite, que tal espalhar essa “sacanagem” na internet pra todo mundo saber o lixo que esse restaurante é?

Para os curiosos de plantão, voyeurs de merda alheia, obviamente me levantei da mesa, questionei o ato do garçom (que por$% é essa, meu irmão, tá achando que sou moleque?), perguntei sobre o seu grau de lucidez (você tá louco? tá louco é?) e questionei a profissão de sua mãe, sua avó e sua irmã.

Juro que escrevi este post vários meses depois do ocorrido e ainda senti raiva, ódio e etc. Lembre-me do fato, novamente, após dois amigos meus terem sido mal atendidos no Nigiri (rua Vitório Marçola, 43 – Anchieta) para não deixar dúvida. Infelizmente esses pobres amigos escaparam do meu discurso tenebroso na noite seguinte do ocorrido. Creio ter falado da minha experiência do Nigiri para, aproximadamente, 200 pessoas em BH, Rio e SP. Agora queria contar para os …. bem, no ano passado o blog teve 11,000 visitas.

A única coisa que espero com a aspereza dos meus comentários é que nenhum de vocês que está lendo isso, nunca, tenha a desagradável experiência que tive. O Nigiri é o pior restaurante que já fui na minha vida.

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Saindo do lugar-comum na CT Boucherie

O Claude Troigos (www.twitter.com/C_Troisgos) é um dos chefs mais influentes na culinária brasileira. Hiperativo, ele conseguiu elevar a cozinha carioca com seus excelentes restaurantes Olympe, CT Brasserie, 66 Bistro e agora a CT Boucherie.

Faltava à Dias Ferreira, rua incansavelmente citada aqui no Hungrygoat, um ar mais sofisticado ou uma proposta mais ousada que fugisse ao tradicional papai-e-mamãe, quer dizer entrada-prato principal-sobremesa. Nada contra, mas faltava. A Boucherie é minúscula, tem pouco mais de uma dúzia de mesas bem no início da rua. Claro, vive cheia então recomendo chegar cedo / ter paciência / reservar.

A diferença que falei na comida é que a carne, estrela principal da casa, é servida com um bem-sacado rodízio de acompanhamentos. Rola um ratatouille que vai fazer muita gente entender a reação do Anton Ego no filme “homônimo” ou batatinhas espertas, purês deliciosos… enfim, tudo do bom e do melhor pra valorizar a sua carne-espetecular-que-vale-o-preço.

O atendimento da casa segue a linha exemplar de todas as outras da “família” (O Thomas, filho do Claude é o atual chef do 66 Bistrô e mantém exemplarmente a tradição dos “Troisgoses”). Ah! Eu li que teve gente que não gostou muito do atendimento lá e andou colocando isso em blog… bem, eu recomendo mais humildade… BTW, o twitter do Thomas é: www.twitter.com/ttroisgos

É engraçado como um restaurante de carne, onde a bovina (da vaca, mooo, sabe?) geralmente leva larga vantagem (na preferência dos Clientes), consiga ter um prato de frango (galinha, chicken) tão gostoso, mas eu já sabia dessa desde a galinha sensacional da CT Brasserie. As sobremesas também seguem a linha da gostosa casa do Fashion Mall, onde o mousse de chocolate na colher é protagonista que merece Oscar.

Fico feliz de ver gente competente como o Claude e o Thomas crescendo ainda mais no Brasil. Eles elevam nossa cozinha e povoam nossa imaginação e fome. O Rio merece muito mais restaurantes desse nível. Pra quem quiser saber mais sobre os restaurantes da série, anota ai:

Olympe: marrravilhoso – Rua Custódio Serrão, 62 – Jardim Botânico
66 Bistrô: excelente – Rua Alexandre Ferreira, 66 – Jardim Botânico
CT Brasserie: é o Pastis carioca – Fashion Mall, São Conrado
CT Boucherie: pobre Buenos Aires – Rua Dias Ferreira, 636

Notas:

Ambiente: 4 / 5
Serviço: 4,5 / 5
Pratos: 4,5 / 5
Sobremesa: 4 / 5

Nota Final: 8,5 em 10  – como sempre, vale a pena.

Preço: $$$ e 1/2

Trinta motivos pra comemorar os meus trinta no Rio

Pior coisa do mundo é fazer trinta anos. É o momento onde vc deixa de ser uma pessoa nova, sob todos os aspectos, e passa a ser totalmente adulto, ou seja: um saco. Pra comemorar minha entrada no mundo adulto (eu realmente esperei até o último minuto), decidi rascunhar sobre os motivos gastronômicos que podem me deixar feliz em passá-los na cidade maravilhosa. Algo assim:

1) O omelete com brie do Cafeína: o ovo é o alimento mais injustiçado de todos os tempos. Gostoso, saudável, prático e versátil, tornou-se alvo fácil de empresas de cereais sem graça que queriam mais espaço no café-da-manhã. No Cafeína, o omelete com brie vem no ponto certo pra fazer vc começar muito bem o seu dia.

2) Totivendo (qualquer um) do Chico e Alaíde: quem nunca foi no C&A não entende a alma butequeira carioca. O Chico, pessoa extremamente simpática, comanda um dos bares mais movimentados do Leblon ao lado da Alaíde e cia. que fazem do seu escondidinho uma obra prima dos petiscos. Imperdível.

3) Drink Mekong, do Mekong: imagine uma bebida que te deixa … inebriado com uma dose. O gosto é diferente de tudo que vc já provou em matéria de drinks. Mesmo tendo lichia no seu preparo, não é girlie, pelo contrário, o Mekong é potente o suficiente pra vc pedir um refrigerante na hora que a comida chega.

4) Todas as picanhas do mundo no Porcão Rio’s: sinceramente, eu nunca acreditei que iria num rodízio para comer exclusivamente picanha. Vc pode fazer isso no Porcão. A vista do Pão de Açúcar, a cara de assustado dos turistas japoneses, nada isso é tão marcante como a ponta de picanha do Porcão. Faça amizade com o garçom e exija só o melhor quando chegar!

5) As surpresas da Roberta Sudbrack: eu ia falar da lichia recheada com foie gras, ou das sobremesas simplesmente deliciosas, ou da simpatia da chef mais antenada do Brasil… então melhor falar de tudo e lembrar que o Rio tem, sim, uma opção internacional de menu degustação.

6) A empada de camarão do Belmonte: fartura. essa é a palavra que define os petiscos do Belmonte. Acompanhe um bom atendimento e chopps consistentemente gelados.

7) O couvert do Plataforma: não quero ser acusado de ser pão-duro, mas várias vezes desejei ir ao Plata só pra comer o couvert. Pão de queijo, patê, torradas, linguiça… vale o ingresso!

8 ) Biscoito Globo no Posto 11: como deixar de falar do mais carioca dos quitutes industrializados? E como achar lugar melhor pra comer biscoito Globo que não na praia?

9) Comer de tudo no Venga!: eu sugiro o aspargos molhado no ovo (again) com flor de sal. Tem gente que gosta do polvo, outros gostam da sobremesa de chocolate com azeite (!)… então coma tudo, sempre acompanhado das excelentes sangrias (também sugiro provar todas).

10) Astoria com catchup e chips de bacon no Andy’s: num lugar onde todos os hot dogs serão os melhores que vc já comeu na vida, a minha escolha é o quase-tradicional Astoria, à moda antiga. De sobremesa peça o milk. De Ovomaltine, claro.

11) O sensacional sorvete de figo do Mil Frutas: se vc comia figo na infância, vai ter lembranças remotíssimas com esse sorvete, uma verdadeira perfeição gelada. Se vc não comia figo quando criança, não teve infância, né?

12) Três horas de café-da-manhã na Escola do Pão: compre uma revista. Leia devagar. Coma tudo o que oferecerem até não aguentar mais. Descanse com um suco de laranja fresco. E repita os primeiros passos quantas vezes for necessário.

13) Treze não é de azar… Financier do Vintage Café: adoro coisas simples muito boas. O financier do Vintage, em Botafogo, nem é de lá, é daqueles de saquinho, comprado de algum lugar simples. Simplesmente perfeito.

14) Galeto do CT Brasserie: Falar que o melhor prato de um dos restaurantes do Claude Troisgos é uma galinha desossada pode parecer falta de respeito. Longe disso, nesse prato o Claude chegou a uma combinação excelente, elegante, brrrassileirrra e deliciosa.

15) Tarde de exageros no Majórica: não importa o que vc coma, tudo no Majórica tem um gosto diferente. Aos 50 anos, mas em plena forma, o mais tradicional espanhol do Flamengo, e do Rio, evoca pensamentos imediatos de início de dieta para o dia seguinte.

16) Peking Duck do Mr. Lam: hummmmm… não se preocupe, não é pq o restaurante é o Eike Batista que vc tem que ser bilionário para comer lá. Só milionário… é caro sim, mas tem muita coisa que vale a pena e a grana no Mr. Lam e o peking duck é o melhor exemplo.

17) Queimar a língua no Sawasdee: escolha qualquer prato pelo índice de tempero no Sawas (para os íntimos). Todo o menu do excelente asiático da Dias Ferreira, no Leblon, tem gosto de Tailândia (é um gosto bom).

18) Ser mimado no Fasano Al Mare: a comida internacional do mais car… charmoso dos hoteis de Ipanema é apenas um dos sabores que vc prova nesse excepcional restaurante. A extensa carta de vinhos e o menu clássico são sempre acompanhados do melhor atendimento do mundo. E não tem sabor melhor que esse.

19) Suco de Coco e/ou Açaí no Bibi Sucos: eu tenho uns gostos meio exóticos, mas suco de coco não é nenhuma extravagância. A diferença é o astral da lanchonete mais famosa para antes e depois da praia do Leblon.

20) Bate papo com cerveja no Bracarense: se alguém descobrir o segredo do Braca (para os… tô brincando), me conta que eu abro um bar do mesmo jeito. Sempre cheio, só de conseguir uma mesa vc já se sente um vencedor.

21) Sentir-se na Itália no Gero: restaurante da famiglia Fasano, o Gero é – literalmente – uma caixinha de boas surpresas. O discretíssimo restaurante da Aníbal de Machado, em Ipanema, surpreende também com uma comida sensacional.

22) Descobrir os sabores do Olympe: mais um do Claude Troisgos, o Olympe é o “carro-chefe” da alta gastronomia do chef e impressiona do couvert ao café. Difícil não gostar de algo e igualmente difícil achar o restaurante, no charmoso Jardim Botânico.

23) Picadinho do almoço do Sebastiana Bistrô: depois de testar algumas fórmulas no almoço, o Sebá chegou a um ponto bom e tem uma mesa de buffet que parece almoço na casa da avó. Com pratos muito bem feitos, comemore se for dia de picadinho de carne, que acompanha perfeitamente a gostosa farofa e o clima de almoço caseiro.

24) Sushi do fim de tarde de domingo no Bar da Praia: vá à praia. Fique lá por no mínimo 4 horas. Saia e vá direto ao Bar da Praia e peça todos os sushis do mundo. O rodízio com poucas, mas muito bem feitas opções, tem também o melhor hot philadelphia da cidade.

25) Salada Caprese do Focaccia: esqueça tudo o que vc conhece de salada caprese. Uma burrata, tomates cereja, manjericão e uma bela apresentação para um clássico das dietas.

26) Ver o por-do-sol no Garota da Urca: acompanhado da cerveja gelada, com o visual mais cool de um bar “quase” de praia. Invariavelmente acompanhado de uma boa conversa com frequentadores do bar.

27) Experimentar no Sushi Leblon: pegue o cardápio do restaurante, após ter esperado quase duas horas na fila e peça qualquer coisa que vc não conhece. Garanto que funciona. Comida japonesa fica chata quando é muito repetitiva.

28) Bruschetta de Foie Gras da Prima Bruschetteria: vale. custa o dobro das outras bruschettas do lugar, simpático e quase sempre lotado restaurante do cantinho do Leblon, mas é uma obra-prima em matéria de bruschettas. Para acompanhar peça uma Colorado Cauim.

29) Rodízio de acompanhamentos da CT Boucherie: genial a ideia do CT em colocar os acompanhamentos para as excelentes opções de carne do lugar. Tipo rola um ratatouile que deve ser igual ao do filme, legumes e vários etcéteras deliciosos.

30) Por último, uma homenagem à boemia carioca: o sanduíche do Cervantes: quando cheguei no Rio, só saía do trabalho no horário que o único “restaurante” aberto era o Cervantes… pois bem, fiquei fã.

Ufa! Tem vários outros motivos pra comemorar no Rio, mas qual a graça de falar de todo mundo sem causar uma polêmica??

Dueto de chefs no Juice e Co. ;-)

Pra ver se eu pego um ritmo de escrever no blog, não posso deixar de contar um dos melhores jantares do ano aqui no Rio. Semana passada, retrasada aliás, o Juice e Co. organizou um menu degustação com um dueto de chefs (Van den Bos e De Maeyer). O resultado foi uma noite super agradável, jantar excelente e história pra contar…

A Estrela da Noite

Tudo começou com um shot de ostras com brotos e rolinho de queijo de cabra de aperitivo. Tava legal, diferente, promissor… a primeira entrada era uma das estrelas da noite, carpaccio de foie gras… nas outras mesas, no telefone quando eu liguei, todo mundo só falava dele… o não decepcionou. Eu gosto pra caramba de foie gras, mas ainda vou ficar no meu sonho de fazer um sanduba de foie gras num pão francês com catupiry e goiabada… sério, eu sonho com isso, galera. A segunda entrada foi um “muito bom” atum, como deveria ser.

O primeiro prato principal era um vermelho, o peixe, sabe? Perfeito, foi feito como se fosse o único prato da noite. Depois veio o melhor (na minha opinião), que era carré de cordeiro com polenta de arroz jasmim. Animal!!!!

Tudo foi muito bem servido, com calma entre os pratos apesar da nossa mesinha apertada na frente, mas é charmoso, né? O vinho tava bom, sobremesa idem, mas nada memorável.

Obrigado ao Juice e Co. pelo jantar, tava muito muito bom. Aguardo a próxima. Ufa! Fiz um post sem falar mal de nada… 😉

 

Lugares para não ir: Astoria, Leblon

Ah! Como é bom voltar ao blog. É muito difícil manter algo por um tempo na sua vida, mas eu sou apaixonado por comida e gosto de saber que, na internet, qualquer coisa que você faça tem um suave e contínuo eco que fatalmente encontra alguém e significa algo para esta pessoa.

O eco de hoje, entretanto, é de aviso. Espero que alguém leia isso antes de se arrepender de ir ao Astoria, no Leblon. Tudo bem que é um bar, não é um restaurante, mas é um lugar péssimo e isso deveria entrar na conta das pessoas.

Sabe quando vc vai num lugar com boa-vontade e o lugar não se ajuda? Então, passamos em frente ao Prima Bruschetteria numa terça e o lugar estava, como sempre e merecidamente, lotado. A sugestão de ir ao Astoria foi bem-recebida, mas chegamos a um lugar vazio (menos de 10 clientes) e com garçons obviamente desinteressados. Pelo menos a cozinha está ociosa, pensei. Bem, a entrada que pedi, um salmão, demorou 20 minutos e estava um NOJO! Para não ficar com essa péssima impressão, pedimos mais dois petiscos: um espetinho de frutos do mar (médio, pensei em criticar, mas vcs iam achar que era perseguição) e a pior lula do planeta. O que há de errado com os cozinheiros que acham que podem fritar uma dúzia de aneis de lula e colocar um molho qualquer e vender num restaurante como comida boa? LAMENTÁVEL! A sobremesa, para não perder o costume (desisti de pedir um prato por motivos evidenciados acima), estava horrível. Medonha. Um sorvete que era pra ter um brownie embaixo, que virou uma paçoca de chocolate ruim.

Ah! BTW, os drinks estavam ruins, a cerveja demorou o foi servida quente e o serviço estava entre o ridículo e a falta completa de educação. Ou seja, agora eu entendi pq só tinha meia dúzia de perdidos lá naquele dia. Infelizmente fui um deles.

Mr. Lam, Rio de Janeiro… ou seria Chinatown?


O Mr. Lam, restaurante do empresário Eike Batista, é mais uma badalada opção para o aconchegante Jardim Botânico, bem na “esquininha” da Lagoa Rodrigo de Freitas. Badalado, lugar legal, dono estilo Tio Patinhas…. mas e aí? É bom mesmo? Vale os “milhares de reais” que cobra?

Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. O ambiente é bem legal. Super sofisticado desde a entrada, cheio de coisas modernas, ambientes privativos, último lugar tem um telão gigantesco que passa uns clipes diferentes…. não colou! (?!?!?!) Sério, pessoal… acho que o povo tinha muita grana pra colocar na decoração, que o lugar era muito grande, que vários andares dificultam, mas a verdade é que falta uma consistência entre os ambientes do lugar. Falta charme, falta… vida pro Mr. Lam. Uma pena, principalmente pq:

1) A comida é animal. Digo, sensacional. Já fui nos pratos tradicionais e também na saborosíssima degustação com direito ao Crispy Duck (igualmente uma iguaria): é tudo excelente. A qualidade da cozinha é realmente monumental… O legal da degustação é que tem várias coisas pra vc comer com as mãos, o que dá (finalmente) um charme pro lugar.

2) A carta de vinhos é muito bem escolhida, deixa todo mundo bem a vontade. Minha sugestão pra acompanhar a noite “pesada” é o conhecido californiano Opus One ou o ousado Chateauneuf-du-Pape Le Bernardine 2004 (pequena pausa, essa safra ganhou 93 pontos na Wine Spectator, superada apenas pela safra de 97).

3) Serviço excelente: cordial, mas sem gracinhas, não tem excesso de staff, o que deixa o ambiente menos “tenso” (mais uma coisa contribuindo para compensar a decoração).

Conclusão: No Rio faltava um grande restaurante de comida chinesa. Parabéns pro Mr. Lam, que preencheu esse vazio e também é uma opção pra quem quer mais do que só jantar.

Notas:

Ambiente: 3,5
Serviço: 4,5
Pratos: 5
Sobremesa: 4

Nota Final: 8,5 – Vale? Vale!

Preço: $$$$$ (uuuuuuuhh!)

Rio, Jardim Botânico, Olympe!

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Olympe, Jardim Botânico

O Olympe é um dos mais conceituados restaurantes do Rio. Junto ao Roberta Sudbrack, pode ser considerado um ícone para a nouvelle cuisine brasileira, movimento caracterizado pela utilização de ingredientes tupiniquins em pratos clássicos. Fui ao Olympe com grande expectativa e, por incrível que pareça, ainda fiquei surpreendido.

O Chef Claude Troisgos é muito conhecido do público nacional através dos programas de TV. Infelizmente poucos terão a oportunidade de conhecer mesmo seu talento, pois o Olympe é pequeno e, como deveria ser, caro. O atendimento, feito por staff experiente e cordial, foi impecável do início ao fim. A pequena casa na rua escondida do Jardim Botânico é também um ótimo cenário para uma boa comida. A cozinha fica atrás de um painel de vidro e me chamou a atenção a calma do ambiente. Algumas vezes pensei que poderiam ser figurantes fingindo calma e que a cozinha de verdade era atrás, mas o chef Claude parece mesmo ser um boa-praça. E organizado.

O couvert e o amuse bouche foram corretos, sem frescuras, mas bem preparados. A comida veio perfeita, as duas pedidas da noite, o pato e a codorna eram diferentemente especiais, servidos com classe e tinha o gosto de sofisticação necessário. Sobremesa nota 10, para completar uma noite sem falhas.

Se você quer impressionar parecendo despretencioso, o Olympe é o lugar no Rio. A certeza da boa comida e ótimo atendimento deixam qualquer um bem tranquilo.

Notas:

Ambiente: 4,5/5
Serviço: 5/5
Pratos: 5/5
Sobremesa: 4,5/5

Nota Final: 9,5 – medalha de Ouro

 Preço: $$$$ e ½ / 5