O Restaurante da Virada

Imagine um dia chuvoso, no final de um feriado no interior de Minas. Acrescente à este dia uma ideia maluca, a de pegar uma estrada de terra desconhecida no alto de um morro no início da noite para ir a um lugar sem qualquer programação. Uma pitada de briga de casal, um punhado de falta de internet no celular e está formado o cenário perfeito de um dia para se esquecer.

Na vida, assim como nas sinuosas estradas de Minas, a próxima curva pode te levar a um lugar e a uma situação inesperados e foi assim que conheci o restaurante Virada do Campo Bonito.

Parênteses: Lavras Novas, para quem também não conhece, é uma quase-cidade, quase-perto de Ouro Preto, minha quase-cidade preferida em Minas Gerais (sorry, eu sou de São João del-Rey). Formada por um par de ruas, uma igreja, como não poderia ser diferente e casinhas levemente colocadas ao longo da formação montanhosa, a cidade é surpreendentemente um polo turístico, talvez não tão surpreendente para quem conhece o potencial eco-turístico do local (diga-se: cachoeiras que envolvem determinado risco de vida, montanhas irretocáveis que ficam especialmente bem no seu Instagram e caminhadas cansativas que levam a lugares maravilhosos).

ImagemRecebemos algumas indicações dos amigos por telefone sobre restaurantes que mostravam algum esforço em ser interessantes, apesar de fechados até as 8 da noite, mas estranhamente confiamos no Google, assim como a maioria das pessoas o faz. A busca, no caso, foi: “melhor restaurante de Lavras Novas” mas poderia ter facilmente sido “como salvar o seu dia com comida” ou “restaurante de qualidade internacional no fim do mundo”.

Ao ligar para o restaurante para fazer nossa reserva (so not neccessary), o dono, chef, garçom, maître e animador de casais Eduardo fez questão de nos deixar tranquilos ao explicar o caminho: “vá até o final da rua, quando você achar que errou o caminho, olhe em volta e entre à esquerda”. Não poderia ser mais preciso.

ImagemNa descida que leva ao “Virada” já se pode ter uma razoável dimensão de que você está indo para um lugar especial. Apesar da noite, dava pra ver como era amplo e sereno o tal do “Campo Bonito” do nome, confirmado depois pelas fotos diurnas das minhas pesquisas internéticas. O restaurante, que não deve ser muito maior que meu primeiro apartamento, é decorado finamente com a bagunça charmosa que é peculiar ao dono. Tem gente que chama de kitsch, eu chamo de bagunça-com-a-cara-do-dono.

A recepção não poderia ter sido mais calorosa, e logo fomos colocados numa confortável mesa, sob luz de exultantes velas que se seguravam bravamente com o insistente vento de inverno que anunciava sua chegada. Aí começou o show.

ImagemEduardo, figura carismática, tratou de nos apresentar orgulhosamente o seu novo menu. Nada mais sincero e autêntico que fotos enormes de cada um dos seus pratos em um álbum estilo DIY que ainda estava sendo finalizado. Ele apresentou cuidadosamente cada uma das opções do menu, como se fosse uma avó que mostra as fotos dos netos para a amiga que não vê faz tempo. E me convenceu de comer cada um deles.

A difícil tarefa de escolher 1 prato foi fortemente influenciada pela opinião do chef, que me fez mudar de massa, me fez mudar de molho e de humor também (PS: em todas as 3 mudanças, mudei para melhor). A sua impressionante dedicação e o carinho pela comida já tinham contaminado o lugar e a ansiedade pela chegada do prato já imperava. Nosso outro prato era uma lasanha que parecia ser a filha preferida do nosso chef.

Encontrar alguém tão apaixonado por comida excelente lá no fim do mundo foi algo inesquecível. A chegada da sua esposa, Erika, só serviu para tornar redundante o tratamento de reis que recebíamos. Agora eram dois os apaixonados por comida na pequena Lavras Novas.

Os pratos, ah! os pratos, vou resumir porque o post está imenso. Nunca comi um molho “ao sugo” tão bom (parecia que os tomates tinham sido pintados de tinta vermelha no prato) e a lasanha foi uma unanimidade como a melhor que já comemos na vida. Se alguém for ao Virada e não gostar da lasanha, pode publicar aqui que eu pago a conta. Aliás, por falar em conta, pra encerrar a noite, fiquei devendo (e não esqueci), um real ao meu querido Eduardo. Mas isso é uma outra história.

PS: além de ficar devendo, ainda roubei as fotos do blog do Eduardo, mas pelo menos compartilho o link: http://viradadocampobonitorestaurante.blogspot.com.br/

Direto de ontem: O Dádiva em BH

Ontem fui ao Dádiva, em Belo Horizonte. Pra mim aquele restaurante deveria se chamar Lustres, dado o belo adereço no salão central.

O lugar fica na rua Curitiba, em Lourdes, na que podemos chamar de Dias Ferreira de Belo Horizonte, dada a quantidade de restaurantes do local.

O Dádiva tem uma proposta quase chique, que alterna entre o quase-informal de mesas grandes de amigos bebendo Whisky calmamente e alguns casais mais chegados num clima de alto estilo. Ambos estão certos, pois o Dádiva é multi-uso.

O serviço foi surpreendentemente bom, na verdade eu fui com uma baixa expectativa, pois acho BH excelente para servir informalmente (como nos bares), mas sem estilo para restaurantes… sem estilo não, meio sem-jeito e principalmente sem-treino.

O couvert é simples e excelente, como todos deveriam ser. A carta de vinhos é bem legal, bem servida e com uma margem de lucro ok (vou falar sobre isso nos meus próximos posts).

A comida estava boa, na verdade não gostei muito da preparação / apresentação. O risoto estava bom APESAR de feio pra chuchu. (e ele era de abobrinha, ironicamente).

A sobremesa também foi gostosa, nada demais, nada de menos, mas o restaurante não teve nenhuma falha grave. Mentira, teve sim: tem um prato que serve vieiras com coral (que não é comestível e tem um gosto amargo ao ser colocado na boca). Porra, oops, vc está em Belo Horizonte, longe de tudo de que se refere ao mar e vc não pede pro garçom delicadamente explicar isso na hora de servir o prato? Ponto negativo pra isso, chef, gerente e dono de restaurante tem que agradar ao Cliente, não ao próprio ego de achar que não precisa explicar os detalhes dos pratos. Mas o resto estava muito gostoso.

NOT TO BE MISSED:

– sentar na parte externa (way better)
– pedir o couvert (muito bom mesmo)

Notas:

Experiência (serviço+ambiente):     6,5 em 10
Comes e bebes (precisa explicar?):  5,5 em 10

Nota Média (idem):   6 em 10
Preço per capita: R$ 50 a 100 (comida) – vinhos a partir de R$ 80

Uma nova fase para o blog

Oi galera,

 

Passei um bom tempo parado com meus comentários ácidos e sem-noção, mas descobri que gosto muito disso tudo aqui e, após ver que já temos mais de 11 mil visitas aqui e nunca obriguei ninguém a entrar nessa espelunca 😉 , decidi que tenho um papel importante para a melhoria do nível culinário brasileiro / mundial (convencido pra car#$%).

Então vamos lá. Nova fase!

Trinta motivos pra comemorar os meus trinta no Rio

Pior coisa do mundo é fazer trinta anos. É o momento onde vc deixa de ser uma pessoa nova, sob todos os aspectos, e passa a ser totalmente adulto, ou seja: um saco. Pra comemorar minha entrada no mundo adulto (eu realmente esperei até o último minuto), decidi rascunhar sobre os motivos gastronômicos que podem me deixar feliz em passá-los na cidade maravilhosa. Algo assim:

1) O omelete com brie do Cafeína: o ovo é o alimento mais injustiçado de todos os tempos. Gostoso, saudável, prático e versátil, tornou-se alvo fácil de empresas de cereais sem graça que queriam mais espaço no café-da-manhã. No Cafeína, o omelete com brie vem no ponto certo pra fazer vc começar muito bem o seu dia.

2) Totivendo (qualquer um) do Chico e Alaíde: quem nunca foi no C&A não entende a alma butequeira carioca. O Chico, pessoa extremamente simpática, comanda um dos bares mais movimentados do Leblon ao lado da Alaíde e cia. que fazem do seu escondidinho uma obra prima dos petiscos. Imperdível.

3) Drink Mekong, do Mekong: imagine uma bebida que te deixa … inebriado com uma dose. O gosto é diferente de tudo que vc já provou em matéria de drinks. Mesmo tendo lichia no seu preparo, não é girlie, pelo contrário, o Mekong é potente o suficiente pra vc pedir um refrigerante na hora que a comida chega.

4) Todas as picanhas do mundo no Porcão Rio’s: sinceramente, eu nunca acreditei que iria num rodízio para comer exclusivamente picanha. Vc pode fazer isso no Porcão. A vista do Pão de Açúcar, a cara de assustado dos turistas japoneses, nada isso é tão marcante como a ponta de picanha do Porcão. Faça amizade com o garçom e exija só o melhor quando chegar!

5) As surpresas da Roberta Sudbrack: eu ia falar da lichia recheada com foie gras, ou das sobremesas simplesmente deliciosas, ou da simpatia da chef mais antenada do Brasil… então melhor falar de tudo e lembrar que o Rio tem, sim, uma opção internacional de menu degustação.

6) A empada de camarão do Belmonte: fartura. essa é a palavra que define os petiscos do Belmonte. Acompanhe um bom atendimento e chopps consistentemente gelados.

7) O couvert do Plataforma: não quero ser acusado de ser pão-duro, mas várias vezes desejei ir ao Plata só pra comer o couvert. Pão de queijo, patê, torradas, linguiça… vale o ingresso!

8 ) Biscoito Globo no Posto 11: como deixar de falar do mais carioca dos quitutes industrializados? E como achar lugar melhor pra comer biscoito Globo que não na praia?

9) Comer de tudo no Venga!: eu sugiro o aspargos molhado no ovo (again) com flor de sal. Tem gente que gosta do polvo, outros gostam da sobremesa de chocolate com azeite (!)… então coma tudo, sempre acompanhado das excelentes sangrias (também sugiro provar todas).

10) Astoria com catchup e chips de bacon no Andy’s: num lugar onde todos os hot dogs serão os melhores que vc já comeu na vida, a minha escolha é o quase-tradicional Astoria, à moda antiga. De sobremesa peça o milk. De Ovomaltine, claro.

11) O sensacional sorvete de figo do Mil Frutas: se vc comia figo na infância, vai ter lembranças remotíssimas com esse sorvete, uma verdadeira perfeição gelada. Se vc não comia figo quando criança, não teve infância, né?

12) Três horas de café-da-manhã na Escola do Pão: compre uma revista. Leia devagar. Coma tudo o que oferecerem até não aguentar mais. Descanse com um suco de laranja fresco. E repita os primeiros passos quantas vezes for necessário.

13) Treze não é de azar… Financier do Vintage Café: adoro coisas simples muito boas. O financier do Vintage, em Botafogo, nem é de lá, é daqueles de saquinho, comprado de algum lugar simples. Simplesmente perfeito.

14) Galeto do CT Brasserie: Falar que o melhor prato de um dos restaurantes do Claude Troisgos é uma galinha desossada pode parecer falta de respeito. Longe disso, nesse prato o Claude chegou a uma combinação excelente, elegante, brrrassileirrra e deliciosa.

15) Tarde de exageros no Majórica: não importa o que vc coma, tudo no Majórica tem um gosto diferente. Aos 50 anos, mas em plena forma, o mais tradicional espanhol do Flamengo, e do Rio, evoca pensamentos imediatos de início de dieta para o dia seguinte.

16) Peking Duck do Mr. Lam: hummmmm… não se preocupe, não é pq o restaurante é o Eike Batista que vc tem que ser bilionário para comer lá. Só milionário… é caro sim, mas tem muita coisa que vale a pena e a grana no Mr. Lam e o peking duck é o melhor exemplo.

17) Queimar a língua no Sawasdee: escolha qualquer prato pelo índice de tempero no Sawas (para os íntimos). Todo o menu do excelente asiático da Dias Ferreira, no Leblon, tem gosto de Tailândia (é um gosto bom).

18) Ser mimado no Fasano Al Mare: a comida internacional do mais car… charmoso dos hoteis de Ipanema é apenas um dos sabores que vc prova nesse excepcional restaurante. A extensa carta de vinhos e o menu clássico são sempre acompanhados do melhor atendimento do mundo. E não tem sabor melhor que esse.

19) Suco de Coco e/ou Açaí no Bibi Sucos: eu tenho uns gostos meio exóticos, mas suco de coco não é nenhuma extravagância. A diferença é o astral da lanchonete mais famosa para antes e depois da praia do Leblon.

20) Bate papo com cerveja no Bracarense: se alguém descobrir o segredo do Braca (para os… tô brincando), me conta que eu abro um bar do mesmo jeito. Sempre cheio, só de conseguir uma mesa vc já se sente um vencedor.

21) Sentir-se na Itália no Gero: restaurante da famiglia Fasano, o Gero é – literalmente – uma caixinha de boas surpresas. O discretíssimo restaurante da Aníbal de Machado, em Ipanema, surpreende também com uma comida sensacional.

22) Descobrir os sabores do Olympe: mais um do Claude Troisgos, o Olympe é o “carro-chefe” da alta gastronomia do chef e impressiona do couvert ao café. Difícil não gostar de algo e igualmente difícil achar o restaurante, no charmoso Jardim Botânico.

23) Picadinho do almoço do Sebastiana Bistrô: depois de testar algumas fórmulas no almoço, o Sebá chegou a um ponto bom e tem uma mesa de buffet que parece almoço na casa da avó. Com pratos muito bem feitos, comemore se for dia de picadinho de carne, que acompanha perfeitamente a gostosa farofa e o clima de almoço caseiro.

24) Sushi do fim de tarde de domingo no Bar da Praia: vá à praia. Fique lá por no mínimo 4 horas. Saia e vá direto ao Bar da Praia e peça todos os sushis do mundo. O rodízio com poucas, mas muito bem feitas opções, tem também o melhor hot philadelphia da cidade.

25) Salada Caprese do Focaccia: esqueça tudo o que vc conhece de salada caprese. Uma burrata, tomates cereja, manjericão e uma bela apresentação para um clássico das dietas.

26) Ver o por-do-sol no Garota da Urca: acompanhado da cerveja gelada, com o visual mais cool de um bar “quase” de praia. Invariavelmente acompanhado de uma boa conversa com frequentadores do bar.

27) Experimentar no Sushi Leblon: pegue o cardápio do restaurante, após ter esperado quase duas horas na fila e peça qualquer coisa que vc não conhece. Garanto que funciona. Comida japonesa fica chata quando é muito repetitiva.

28) Bruschetta de Foie Gras da Prima Bruschetteria: vale. custa o dobro das outras bruschettas do lugar, simpático e quase sempre lotado restaurante do cantinho do Leblon, mas é uma obra-prima em matéria de bruschettas. Para acompanhar peça uma Colorado Cauim.

29) Rodízio de acompanhamentos da CT Boucherie: genial a ideia do CT em colocar os acompanhamentos para as excelentes opções de carne do lugar. Tipo rola um ratatouile que deve ser igual ao do filme, legumes e vários etcéteras deliciosos.

30) Por último, uma homenagem à boemia carioca: o sanduíche do Cervantes: quando cheguei no Rio, só saía do trabalho no horário que o único “restaurante” aberto era o Cervantes… pois bem, fiquei fã.

Ufa! Tem vários outros motivos pra comemorar no Rio, mas qual a graça de falar de todo mundo sem causar uma polêmica??

Sebastiana Bistrô: Big and Better no Direito de Resposta do blog…

O pessoal do Sebastiana Bistrô mandou um comentário muito legal sobre o post que fiz sobre eles tem um tempinho.

Pra mostrar que o Bode não é cabeça-dura, vou voltar lá nos próximos dias e colocar um novo comentário sobre o bistrô.

Parabéns ao time do Sebastiana pela transparência e atenção!

VOLTEI! Fui no Sebastiana essa semana, desculpem a demora! A comida tá, de fato, muito boa como deveria ser, acho que o pessoal pegou o jeito do tamanho do prato e de coisinhas gostosas.

Eu recomendo muito o Sebastiana para almoçar em Botafogo!

PS: o café continua ruinzinho (só pra deixar perfeito, pessoal!)

Coloca mais água no feijão, Sebastiana!

Abriu em Botafogo, não sei quando ao certo, uma nova proposta de almoço (a parte que eu conheço), o Sebastiana Bistrô. Bem no início da Mena Barreto, num casarão de 1938, a ideia do lugar é colocar um pouco de personalidade na comida do tradicional bairro carioca.

O lugar é descolado, pequeno, com umas 10 mesas e “menu” escrito num quadro-negro gigante numa parede. Boas opções de entrada, pratos principais ousados e sobremesas interessantes deixam qualquer um satisfeito com a casa.

Os pratos todos tem personalidade, dá pra ver que o chef pensou pra montar cada um, não é só uma cópia de algo pronto de outro lugar, mas a execução não estava tão bem assim. Almoço, por uma definição brasileira, é uma refeição muito importante, onde esperamos descontar nossas frustrações e ambições profissionais num prato de comida. Raiva do chefe: picanha! Fui promovido: picadinho! Reunião tensa amanhã: salada e grelhado… e por ai vai. O fato é que não consegui descontar minhas frustrações no prato de comida de lá. A carne estava apenas média e os acompanhamentos, muito bem feitos, eram escassos (todo mundo reclamou, não foi só eu!). A sobremesa tava bem gostosa, vale a pena, mas um bistrô que se preze tem que ter um cafezinho bom. O café do Sebastiana Bistrô é horrível, medonho, péssimo. Por favor, invistam R$ 1 mil numa máquina de Nespresso decente!!!!

Notas:

Ambiente: 3
Serviço: 3
Pratos: 3
Sobremesa: 3,5

Nota Final: 6,3 – dá pra melhorar, né?

Preço: $$ – preço de almoço padrão.

Mr. Lam, Rio de Janeiro… ou seria Chinatown?


O Mr. Lam, restaurante do empresário Eike Batista, é mais uma badalada opção para o aconchegante Jardim Botânico, bem na “esquininha” da Lagoa Rodrigo de Freitas. Badalado, lugar legal, dono estilo Tio Patinhas…. mas e aí? É bom mesmo? Vale os “milhares de reais” que cobra?

Como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. O ambiente é bem legal. Super sofisticado desde a entrada, cheio de coisas modernas, ambientes privativos, último lugar tem um telão gigantesco que passa uns clipes diferentes…. não colou! (?!?!?!) Sério, pessoal… acho que o povo tinha muita grana pra colocar na decoração, que o lugar era muito grande, que vários andares dificultam, mas a verdade é que falta uma consistência entre os ambientes do lugar. Falta charme, falta… vida pro Mr. Lam. Uma pena, principalmente pq:

1) A comida é animal. Digo, sensacional. Já fui nos pratos tradicionais e também na saborosíssima degustação com direito ao Crispy Duck (igualmente uma iguaria): é tudo excelente. A qualidade da cozinha é realmente monumental… O legal da degustação é que tem várias coisas pra vc comer com as mãos, o que dá (finalmente) um charme pro lugar.

2) A carta de vinhos é muito bem escolhida, deixa todo mundo bem a vontade. Minha sugestão pra acompanhar a noite “pesada” é o conhecido californiano Opus One ou o ousado Chateauneuf-du-Pape Le Bernardine 2004 (pequena pausa, essa safra ganhou 93 pontos na Wine Spectator, superada apenas pela safra de 97).

3) Serviço excelente: cordial, mas sem gracinhas, não tem excesso de staff, o que deixa o ambiente menos “tenso” (mais uma coisa contribuindo para compensar a decoração).

Conclusão: No Rio faltava um grande restaurante de comida chinesa. Parabéns pro Mr. Lam, que preencheu esse vazio e também é uma opção pra quem quer mais do que só jantar.

Notas:

Ambiente: 3,5
Serviço: 4,5
Pratos: 5
Sobremesa: 4

Nota Final: 8,5 – Vale? Vale!

Preço: $$$$$ (uuuuuuuhh!)