Porque o Nigiri é um lixo de restaurante. (Nigiri BH = lixo) (Nigiri BH sucks), entendeu Google?

Eu poderia arrumar doze mil, quatrocentos e setenta e nove palavrões para descrever este patético restaurante japonês.

Antes que eu comece a receber de volta toda esta mágoa, todo o ódio que tenho no coração, devo ressaltar que meus argumentos são puramente técnicos, objetivos e baseados na minha vasta experiência em… comer. Em pagar para comer. Em frequentar lugares que são feitos para, além de um indireto entretenimento, alimentar pessoas que pagam para uma porção de comida, geralmente feita por profissionais e, especialmente, servida por profissionais.

Está na palavra profissionais minha primeira discordância em classificar este recinto como restaurante. Profissionais são pessoas que, ao receber determinado pagamento, prestam algum serviço, criam valor através de produção ou auxiliam alguma empresa a produzir algo ou algum serviço. Vamos ilustrar meus genéricos comentários:

CENA 1) Cheguei ao restaurante, num sábado, às 21:00 (entenda-se: horário de pico) e o mesmo encontrava-se, como diria a previsão do tempo: parcialmente vazio. Sentei-me à mesa e, após pedir o menu e a explicação de como funciona o sistema da casa, o indivíduo que deveria ser o garçom me entrega dois papeis de cores diferentes com a seguinte frase: “tem essas opções, se uma pessoa pedir diferente, não pode comer da outra”. Aaaaaaaaah, começamos a entender a raiva aqui, não é? Vamos dar um replay nas frases: “Como funciona o sistema da casa?” – resposta: “tem essas opções” (QUAIS?) (OS PAPEIS?) (EU TENHO QUE LER, VOCÊ NÃO PODE FALAR?) (É UMA CHARADA?) “…se uma pessoa pedir diferente (DO QUÊ?), não pode comer da outra (CARA$@ˆ, WTF?) sabe quando vc vai no bandejão da faculdade e pode pegar uma carne? Lá a comida custa R$ 1, tá ligado? E na facu vc tem que passar um pouco de aperto mesmo…

CENA 2) Após os pedidos das bebidas, passados 15 minutos, chegam à mesa uma cerveja e uma imagem pálida e inerte do que seria uma caipivodca de morango. (não era pra mim, juro). Vamos lá: pergunta: “essa caipi tá meio “clarinha” demais, não?” (pra quem achou a pergunta meio dúbia, a tradução seria: “essa po@#$ tem morango ou você só colocou vodca, provavelmente barata?”  – resposta (esperta, confesso): “você nem provou, pq está reclamando?” Uuuuuuuuuuuh…. uma provocação, adoro isso… leve sabor de desafio no ar, a certeza absoluta no serviço do barman. Bem, dez segundos depois, foi devidamente constatado que é impossível fazer uma caipimorango com 1 morango. Para a defesa do restaurante, peço uma mudança internacional no nome para caipimorangos, para deixar bem clara a necessidade do plural uso das frutas.

CENA 3) Já vou começar direto agora: “- a caipi realmente está ruim”. “- qual o problema dela?” (PAUSA – qual o problema DELE? ninguém mais sabe respeitar a regra do Cliente aqui? Eu tenho que preencher algum formulário para contestar a qualidade visivelmente fraudulenta da albina caipimorango?) segue: “- está forte e não tem gosto de morango” e resposta: “-humpfff” (ninguém esperava outra coisa, né?)

CENA 4) Diálogo:

“- aqui está, coloquei mais água e gelo”

Para com isso. Sério. Olha a frase anterior: “está forte e não tem gosto de morango”

Eu juro que eu fiz este mesmo diálogo com duas pessoas, diferentes e parcialmente isentas, mas que não conheciam a resposta, nem o causo. Minha prima de quatro anos respondeu: “coloca morango, uai” (ela é mineira, linda de morrer). Meu cachorro de dois anos, por sua vez, me olhou com desprezo e latiu pedindo um desafio maior, como dar a pata ou sentar.

Algumas pessoas aqui do blog me conhecem pessoalmente. Sou uma pessoa de hábitos pacatos e gentil no trato pessoal. Sou conhecido pela minha cordialidade ao lidar com adversidades e tenho facilidade em fazer amizades, eu diria que acima da média. Minha resposta para o cavalo do garçom, esse imbecil, idiota e com problemas cognitivos foi uma risada impassível e uma única frase: “pode devolver e por favor peça nossa conta”.

CENA 5) (achou que acabava?). Pessoas idiotas tem dificuldade em perceber suas burrices, tenho provas práticas disso. O garçom, ao ser contrariado pelo cancelamento do pedido do Cliente, sentiu-se no dever cívico de defender sua instituição: “mas eu já pedi a comida ao sushiman” como se fosse um desafio, uma proibição. Juro que ele falou isso como quem falasse: “o senhor não pode dirigir sem carteira de habilitação”. Eu, educado e ainda impassível, respondi a ele, na minha delicadeza britânica: “- foda-se. quero a conta.” Aaaaaaaah, agora sim eu perdi totalmente a razão e fiz ele provar sua certeza ao duvidar de tão mal-educados clientes. E ele saiu.

CENA 6) E ele saiu, disse eu no último parágrafo. Ao se encontrar com um amigo garçom, seu fellow de longa data, no meio do caminho, tratou de explicar a situação que se sucedia na mesa do canto. Eu estava a cinco metros de distância, o equivalente à meio restaurante, e ouvi claramente: “porra, cara fresco e mal-educado, tá sacaneando meu trabalho”

Sacaneando seu trabalho, meu amigo? Eu vou sacanear é com seu restaurante. Porque mais imbecil que você, sem estúpido acéfalo, é o idiota que te contratou e que te mantém trabalhando. Porque alguém com a alcunha de gerente de um restaurante em que a comida é servida por cavalos, deve ser muito burro. Deve nada, é. Então já que eu fiz essa sacanagem com você num sábado a noite, que tal espalhar essa “sacanagem” na internet pra todo mundo saber o lixo que esse restaurante é?

Para os curiosos de plantão, voyeurs de merda alheia, obviamente me levantei da mesa, questionei o ato do garçom (que por$% é essa, meu irmão, tá achando que sou moleque?), perguntei sobre o seu grau de lucidez (você tá louco? tá louco é?) e questionei a profissão de sua mãe, sua avó e sua irmã.

Juro que escrevi este post vários meses depois do ocorrido e ainda senti raiva, ódio e etc. Lembre-me do fato, novamente, após dois amigos meus terem sido mal atendidos no Nigiri (rua Vitório Marçola, 43 – Anchieta) para não deixar dúvida. Infelizmente esses pobres amigos escaparam do meu discurso tenebroso na noite seguinte do ocorrido. Creio ter falado da minha experiência do Nigiri para, aproximadamente, 200 pessoas em BH, Rio e SP. Agora queria contar para os …. bem, no ano passado o blog teve 11,000 visitas.

A única coisa que espero com a aspereza dos meus comentários é que nenhum de vocês que está lendo isso, nunca, tenha a desagradável experiência que tive. O Nigiri é o pior restaurante que já fui na minha vida.

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